sábado, 22 de março de 2014

PADRE PIO

Fraternidade Sacerdotal de São Pio X

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) é uma sociedade sacerdotal de vida comum sem votos. Atualmente é o mais notório grupo católico tradicionalista. Foi fundada na Suíça, em 1970, pelo arcebispo Marcel Lefebvre, outrora Delegado Apostólico de Pio XII na África e Superior Geral dos Padres do Espírito Santo. A sua finalidade é a formação de padres e o apostolado segundo a forma tradicional, sobretudo através da celebração da Missa Tridentina.
A Fraternidade opõe-se, de modo expresso, às reformas feitas na Igreja Católica após o Concílio Vaticano II, que feitas em nome deste Concílio, no que contrarie a Doutrina da própria Igreja, criticando como anti-doutrinais em especialmente o ecumenismo, a liberdade religiosa e a colegialidade dos bispos. A FSSPX argumenta que os princípios do post-Concílio representam um desvio da Igreja em relação à sua Doutrina e em direcção ao protestantismo, ao socialismo e aos ideais da Maçonaria, adversários históricos do catolicismo e, sobretudo o embarque na heresiamodernista. Esta posição é fundamentada em uma miríade de documentos magisteriais exarados ao longo da história da Igreja, como a «Quod aliquantulum» do Papa Pio VI, a «Post tam diuturnitas» de Pio VIII, a «Mirari vos» de Gregório XVI, a «Quanta cura» e o «Syllabus» de Pio IX, a «Rerum Novarum», a «Humanum Genus» e a «Immortale Dei» de Leão XIII, para citar apenas alguns.
A Fraternidade reconhece a validade sacramental do Novus Ordo Missae do Papa Paulo VI, mas afirma que, tendo sido arranjado artificialmente com a assistência de seis pastores protestantes, e tendo ela partido de um Concílio falível ao mesmo tempo que há um corte com a Tradição católica, ele rompe com o processo de desenvolvimento orgânico da liturgia católica através dos séculos e está imbuído de uma mentalidade contrária à Doutrina tradicional sobre o Santo Sacrifício da Missa. A FSSPX argumenta que tais pontos foram reconhecidos, em 1992, pelo próprio Cardeal Ratzinger, que chamou a nova liturgia de "um produto banal do instante", no seu Prefácio ao livro de Monsenhor Klaus Gamber, "A Reforma da Liturgia Romana" (Monsenhor Klaus Gamber, The Reform of the Roman Liturgy, Una Voce Press: San Juan Capistrano, CA, 1994).
Após conflitos com a Santa Sé e tentativas de acordo, nas quais o Vaticano descumpriu a sua promessa de autorizar a sagração episcopal de um padre oriundo da FSSPX, e depois de vários anos de pedidos ao Vaticano sem reposta, o arcebispo Marcel Lefebvre finalmente redige uma carta ao Vaticano na qual diz que pela urgência da sua velhice, depois de um ano da data de envio daquela mesma carta de pedido, ordenará bispos caso o Vaticano não dê sinal de autorizar ou não autorizar as ordenações de sucessão na Fraternidade. Não havendo reposta, procede então em 30 de Junho de 1988, à sagração de quatro bispos sem a aprovação papal. Dois dias depois, o Papa João Paulo II, no motu proprio «Ecclesia Dei Adflicta», adverte que o arcebispo e os quatro bispos incorreram em excomunhão automática, segundo o Código de Direito Canónico (can. 1364.1 e 1382). Entretanto, a Fraternidade rebate a acusação, afirmando que o arcebispo não conferiu aos quatro bispos qualquer jurisdição, limitando-se a transmitir-lhes o poder de ministrar os sacramentos do Crisma e da Ordem segundo o rito romano tradicional. Afirma, ainda, que o "estado de necessidade" (can. 1323.4), ou mesmo a simples crença inculpável de encontrar-se nele (can. 1323.7), é suficiente para invalidar a aplicação de excomunhão neste caso.
Hoje, a FSSPX possui 161 priorados distribuídos por trinta e um países, e além disso visita regularmente outros 32 países, constituindo núcleos de resistência ao Concílio Vaticano II e aos restantes feitos contrários à Doutrina da Igreja. Apesar disto, são ainda pouco entendidos pelos saudosistas do Concílio que ficam confusos porque aqueles dão mostras de fidelidade a Roma, como a peregrinação à cidade eterna no Jubileu do ano 2000 e as orações diárias pelo Romano Pontífice - práticas raramente vistas, hoje em dia, nas paróquias não tradicionais, às quais a Fraternidade acusa de partidárias de um cisma velado e de uma resistência mais ou menos explícita a muitas das orientações do Papa Bento XVI.
Da parte do Vaticano, o Eminentíssimo Cardeal Dario Castrillón Hoyos, o qual foi presidente da Comissão Ecclesia Dei, tem insistido que a FSPPX não está em cisma e, muito menos, em heresia (v. entrevistas à 30GIORNI, nº9, setembro de 2005 e ao Canal 5, no domingo 13-XI-2005, às 09 da manhã).
Por causa de questões de direito canónico, nomeadamente a necessidade de julgarem causas de nulidade de matrimónio, a FSSPX instituiu tribunais matrimoniais de suplência. Os Bispos da Fraternidade afirmam que a necessidade destes tribunais deve-se aos princípios personalistas adoptados pela Rota Romana no post-concilio, que resultaram em um dramático aumento do número de decretos de nulidade matrimonial: de 338 para 59.030 por ano apenas nos Estados Unidos, onde o processo ganhou a alcunha de "divórcio católico". A FSSPX alega que, dado o enorme risco de adultério decorrente de anulações indevidas, a Igreja supriria ("Ecclesia supplet") a jurisdição requerida para a instauração de tribunais provisórios, visto que a lei suprema é a salvação das almas ("Lex suprema salus animarum est").
A FSSPX está organizada em:
A FSSPX contava em Setembro de 2009 com 509 sacerdotes, 117 Irmãos, 166 Irmãs, 82 Oblatas, 215 seminaristas e 41 pré-seminaristas. Para além destes, têm uma ordem terceira, para além das outras pessoas que lhes estão ligadas e que, enfim, sustentam a sua existência. São de assinalar ainda casas religiosas e mosteiros a eles ligados (5 conventos carmelitas, por exemplo).Numerosas ordens religiosas latinas [1] e orientais [2] são aliados da Fraternidade São Pio X. Possuem ainda 725 centros de missa, 88 escolas, dois institutos universitários e dez casas de exercícios espirituais. Estima-se que estejam ligados à Fraternidade entre 500 mil a um milhão de fiéis.
Em decisão da Congregação para a Doutrina da Fé, datada de 28 de junho de 1993, o então Cardeal Ratzinger declarou que os fiéis da FSSPX não estão excomungados. O superior-geral da FSSPX é, desde 1994, o bispo Bernard Fellay (um dos quatro bispos ordenados ilicitamente em 1988 e posteriormente excomungados), que no Verão de 2006 foi reconduzido no cargo por mais um mandato de doze anos.
No sábado, dia 24 de janeiro de 2009, Dia Internacional da Memória, o Papa Bento XVI, como ato de “paz e misericórdia”, segundo divulgado, deu seu perdão e revogou a excomunhão que pesava sobre os quatro bispos excomungados pelo então Papa João Paulo II em 1 de julho de 1988.

[editar] Vide

[editar] Ligações externas

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Wikipedia

Resultados da pesquisa

Seguidores

VIDE - OS

Loading...