quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Seca


A Seca Continua

Ary Lobo

Meu senhor
O que de verde havia nas campinas
E os regados de água cristalina
Que não vejo mais pelo sertão
Meu senhor
Quando a seca invadiu nossa terra
Na caatinga o povo da serra
Transformou tudo em desolação
Ate mesmo o juazeiro tornou-se invalente
Sem poder suportar sol tão quente
Tudo indica que já envelheceu
Esperança que era visto por todo lugar
O seu nome não se ouve mais falar
Concerteza também já morreu
Xique xique e perguntas voltadas pra cima
Como alguém pede a Deus que o clima
Não demore a se modificar
Tudo morre mais depressa do que me parece
E enquanto a seca permanece
É tristeza ate mesmo cantar

...a Grande Seca (1877/78/79), interfere na agricultura do algodão, Fortaleza foi invadido pelas vítimas da estiagem, uma grande parte da população cearense emigra para a Amazônia e assim contribui no boom do primeiro Ciclo da Borracha.

E partir desta seca o Ceará passa a ser fator de atenção dentro da política nacional

Depois do outro período de seca o Império iniciou projetos sociais e de infra-estrutura (Açude do Cedro), para amenizar as consequências das estiagens, fato que resultou com criação da Comissão de Açudes e Irrigação (atualmente DNOCS).

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Vítmas das secas de 1877/1878, no Ceará - Brasil.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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A seca ou estiagem é um fenômeno climático causado pela insuficiência de precipitação pluviométrica, ou chuva numa determinada região por um período de tempo muito grande[1][2] .
Existe uma pequena diferença entre seca e estiagem pois estiagem é o fenômeno que ocorre num intervalo de tempo ou seja a estiagem não é permanente, já a seca é permanente.
Este fenômeno provoca desequilíbrios hidrológicos importantes. Normalmente a ocorrência da seca se dá quando a evapotranspiração ultrapassa por um período de tempo a precipitação de chuvas.
A diminuição do volume de água no Mar de Aral é considerado um dos maiores desastres ambientais e humanos da história, que produziram uma situação de seca.

Índice

Tipos de secas

As secas podem ser geradas pelos mais diversos fenômenos climatológicos, em função disto, criou-se uma tipologia da seca:

Solo seco
  • Seca permanente: É caracterizada pelo clima desértico, onde a vegetação se adaptou às condições de aridez, inexistido cursos de água. Estes só aparecem depois das chuvas que via de regra são fortíssimas tempestades. Este tipo de seca impossibilita a agricultura sem irrigação permanente.
  • Seca sazonal: A seca sazonal é uma particularidade de regiões onde o clima é semi-árido. Nestas a vegetação reproduz-se porque os vegetais adaptados geram sementes e morrem em seguida, ou mantém a vida em estado latente durante a seca. Nestas regiões os rios só sobrevivem se a sua água for oriunda de outras regiões onde o clima é úmido. Este tipo de seca possibilita o plantio desde que em períodos de chuvas, ou por irrigação.
  • Seca irregular e variável: A seca irregular pode ocorrer em qualquer região onde o clima seja úmido ou sub-úmido e caracterizado por apresentar variabilidade climática do ponto de vista estatístico. Estas, são secas cujo período de retorno é breve e incerto. Normalmente são limitadas em área, e não em grandes regiões, não ocorrem numa estação definida e inexiste previsibilidade de sua ocorrência, isto é, não há um ciclo bem definido. Trata-se de um fenômeno estatístico (ou estocástico), cuja estrutura de eventos pode ser descrita por uma teoria mais geral que o cálculo de médias e desvios, por exemplo pela teoria da Cadeia de Markov, aplicando ordem superior e um grupo de quantis: extremamente seco, muito seco, seco, normal, húmido, muito úmido, extremamente úmido, separando classes de mesma probabilidade de ocorrência. Acredita-se que a estação de verão favoreça as secas pois existe um grande aumento da evapotranspiração devido ao incremento da irradiância solar incidente, sobretudo quando as taxas de precipitação estão abaixo do quantil seco ou muito seco. Assim, várias variáveis meteorológicas devem ser consideradas na definição da ocorrência das secas, não somente a taxa de precipitação, mas também a temperatura, a umidade do solo, o grau de verdejamento da vegetação, a radiação solar incidente etc. A região NE do Brasil apresenta variabilidade climática.
  • Seca "invisível": De todos, este tipo de seca é o pior, pois a precipitação não é interrompida, porém, o índice de evapotranspiração é maior que o índice pluviométrico causando um desequilíbrio da umidade regional. Este desequilíbrio gera uma redução da umidade do ar que por sua vez aumenta o índice de evapotranspiração, que por sua vez realimenta a perda de umidade subterrânea para a atmosfera, que devolve esta em forma de chuva, que porém não é suficiente para aumentar a umidade do solo.

Secas na Índia

  • 1877 - Seca seguinte à falha no regime de Monção.
  • 1899 - Nova seca que igualmente seguiu à falha no regime de Monção. Milhões morreram famintos em consequência das secas de 1877 e 1899 na Índia, o que trouxe a consciência da inter-relação entre vida e morte da população, a agricultura e a Monção. O famoso meteorologista Gilbert Walker investigou estas secas, sua relação com a monção, causas locais e externas. Descobre a Oscilação Sul no início do século XX, descrita como o balanço da pressão entre Pacifico oeste e leste, muitos anos depois reconhecida como Southern-Oscillation El Niño (ENSO), cuja impacto é global. Interessante que a seca na Índia, mote inicial da investigação de Walker, apresenta pequena correlação negativa com o ENSO, enquanto este tem enorme impacto, seis meses depois, sobre o inverno e verão seguintes, em muitas outras partes do globo via teleconexőes.[3]

Referências

  1. GASPAR, Lúcia. Seca no Nordeste brasileiro. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>. Acesso em:5 de Fevereiro de 2010
  2. Centro integrado de informações agrometeorológicas: Definição de seca. Página visitada em 5 de Fevereiro de 2010.
  3. Cox, J. D., Storm Watchers - The turbulent history of weather prediction from Franklin's kite to El Nino. Wiley. Chapiter 16, 252 pp.ISBN 0-471-38108-X

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