quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pero Coelho de Sousa - que lidera a primeira bandeira feita em 1603, demonstrando por isso certo interesse de Portugal em colonizar o Ceará.


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Pero Coelho de Sousa foi um explorador português, oriundo dos Açores, primeiro representante da Coroa a desbravar os territórios da capitania do Ceará no início do século XVII.
Em 1603, requereu e obteve da Corte Portuguesa por intermédio de Diogo Botelho, oitavo Governador-geral do Brasil, o título de Capitão-mor para desbravar, colonizar e imperdir o comércio dos nativos com os estrangeiros que há anos atuavam na capitania do "Siará Grande"[1].
Após uma série de lutas, conquistou a região da Ibiapaba vencendo os franceses e indígenas. Depois dessa vitória ele tentou entrar mais na região na direção do Maranhão, mas devido a rebelião de seus homens, retornou à barra do rio Ceará onde ergueu o Fortim de São Tiago da Nova Lisboa.
Deixando seus homens no então erguido forte, ele retornou a Paraíba para angariar mais recursos e trazer sua família. Não esquecendo que nessa ída a Paraíba, ele levou consigo diversos indígenas escravos para a venda[2].
Dezoito meses depois da sua ida a Paraíba, Pero Coelho retorna o Ceará, juntamente com a sra. Maria Tomásia(sua esposa) e filhos. Mas devido a seca que então assolava as terras cearenses, os desânimos de seus homens, os ataques dos índios e a não chegada dos recursos prometido por Diogo de Campos Moreno, Pero Coelho abandonou o Fortim de São Tiago e rumou em direção a Paraíba. Nessa jornada ele ainda ergueu um forte as margens esquerda do rio Jaguaribe, o Fortim de São Lourenço, mas devido aos mesmos motivos que o fez partir da Barra do Ceará, ele abandonou definitivamente o Ceará. Ainda nessa jornada de abadono, Peo Coelho chegou a perder o filho mais velho.
Segundo o Sargento-Mor Diogo de Campos Moreno, em 1614, Pero Coelho de Souza foi o primeiro ter seu nome ligado a escravidão das populações indígenas do Brasil, escravizando primeiro os índios da Ibiapaba e do rio Jaguaribe[3]. O relato do Sargento-Mor Diogo mostra que Pero Coelho de Souza, homem nobre do Estado do Brasil, arregimentou soldados e índios para ir conquistar o Maranhão num trajeto passando por mar até o Ceará e, dali, indo por terra passando pela serra da Ibiapaba, não indo além tendo em vista os confrontos violentos com os índios Tabajaras da serra, liderados pelo morubixaba (cacique) Irapuã (Mel Redondo). Nesse confronto armados saíram vencidos os Tabajaras, sendo rateados como escravos e vendidos nos engenhos do litoral. Vale recordar que, aproximadamente, oitocentos índios que acompanhavam e ajudavam a Pero Coelho de Souza na condição de aliados também foram posteriormente escravizados.

Referências

  1. Girão, R. Pequena História do Ceará. Fortaleza. Editora Instituto do Ceará, 1962. p 39-46.
  2. Barroso, G. Á Margem da História do Ceará. Rio de Janeiro -São Paulo - Fortaleza. ABC Editora, 2004.p 23-29.
  3. Krommen,R. Matias Beck e a Companhia da Índias Ocidentais. Fortaleza. UFC/Casa de José de Alencar-Programa Editorial, 1997.p. 29-33.
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