quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"No Ceará não se embarcam mais escravos"

No século XIX, um movimento de grande importância aconteceu no Ceará: a campanha abolicionista, que aboliu a escravidão no estado em 25 de março de 1884, antes da Lei Áurea, que é de 1888.

Foi, portanto, o primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura.

Dentro do Ceará, o primeiro município a abolir a escravatura foi Acarape, que depois do evento, passou a ser chamado de Redenção.

O abolicionismo foi favorecido pela pouca importância da escravidão na economia cearense relativamente às outras regiões do Brasil.

Contou com o apoio da Maçonaria e até mesmo de grupos formados por mulheres da elite do Estado.

Pela grande dificuldade em atracar navios, devido ao mar bravio, a capital cearense era um péssimo ancoradouro, o que fazia dos jangadeiros um elemento de suma importância para a economia local, já que o embarque e desembarque no porto de Fortaleza tinha que ser feito por meio de embarcações pequenas e insubmersíveis conhecidas como jangadas, e a forte campanha abolicionista, em 1881, convenceu os jangadeiros cearenses a não mais realizar o transporte de escravos para terra firme. Sob o lema "No Ceará não se embarcam mais escravos", o movimento, comandado pelo jangadeiro Francisco José do Nascimento, o "Dragão do Mar", hoje nome de um centro cultural da cidade de Fortaleza, ganhou significativa simpatia da população cearense.


Francisco José do Nascimento = DRAGÃO DO MAR

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Dragão-do-mar, símbolo da resistência popular cearense contra a escravidão.
Francisco José do Nascimento (Canoa Quebrada, Aracati, 15 de Abril de 1839Fortaleza, 6 de Março de 1914), também conhecido como Dragão-do-mar ou Chico da Matilde, abolicionista brasileiro, chefe jangadeiro e participante do Movimento Abolicionista Cearense.

Vida

Em 1884, o Ceará torna-se a primeira província brasileira a abolir a escravidão. O Movimento Abolicionista Cearense, surgido em 1879, contribui – embora não decisivamente – para essa abolição pioneira.
As ações repercutem no País e os abolicionistas, gente de elite, brava e culta, são ovacionados pela imprensa abolicionista nacional. Entre eles há, porém, uma pessoa humilde, de cor parda, trabalhador do mar: Chico da Matilde. Chefe dos jangadeiros, eles e seus colegas se engajaram à luta já em 1881, recusando-se a transportar para os navios negreiros, os escravos vendidos para o Sul do País.
Assim, Chico da Matilde é levado para corte com sua jangada, desfila pelas ruas, recebe chuvas de flores da multidão e ganha novo nome, mais pomposo e mítico: Dragão-do-mar. De lá escreve à mulher: “seu velho está tonto com tanta festa e cumprimentos de tanta gente importante”.
Símbolo da resistência popular cearense contra a escravidão, foi homenageado merecidamente pelo governo do Ceará dando seu nome ao Centro Dragão-do-mar de Arte e Cultura. Pelo que ele e seus colegas ousaram fazer em nome da liberdade, em 1881, nas areias da Praia de Iracema.
Além do já referido Centro Dragão do Mar, há uma Escola Pública Estadual cujo nome também homenageia o Chico da Matilde (Dragão do Mar), localizada no bairro do Mucuripe (Fortaleza-Ce), Escola de Ensino Médio Dragão do Mar, que foi fundada em 1955, com a missão de alfabetizar os filhos de pescadores que moravam na região naquela época.

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