quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Jesuítas Francisco Pinto e Pereira Figueira

Diante do fracasso de Pero Coelho de conquistar as nações índigenas, em 1607 foram enviados os padres Jesuítas Francisco Pinto e Pereira Figueira com o intuíto de evangelizar os sivícolas.

O padre Pereira Figueira relatou sua empreitada em Relação do Maranhão, o primeiro texto escrito sobre o Ceará.

Outras cidades nasceram a partir de aldeamentos indígenas, onde os nativos eram confinados sob o controle de jesuítas, responsáveis por sua catequização e aculturação. Este foi o caso de cidades importantes como Caucaia (outrora chamada Soure), Crato, Pacajus, Messejana e Parangaba (as duas últimas atuais bairros de Fortaleza).
 

Francisco Pinto (padre)

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Chacina do Pe. Francisco Pinto em 1607
Francisco Pinto, padre Jesuíta, nascido em 1552, da cidade de Angra, Ilha de Terceira. Falecido em outubro de 1607, na Chapada de Ibiapaba.

Angra, Pernambuco e Salvador

Açoriano veio para o Brasil, quando criança, acompanhando a família que imigrou para o Brasil. Aos 17 anos de idade seguiu para a Bahia e em 1568(9) entrou na Companhia de Jesus. Não chegou a completar o curso, recebendo a o título de Coadjutor espiritual formado. Em 1588 recebeu a ordens sacras, sendo considerado padre. Devido a seu conhecimento das línguas índigenas é indicado para a Missão do Maranhão[1].

Amanaiara

No ano de 1607, este segue juntamente com Padre Luís Figueira para o Siará Grande, com o intuíto de catequizar os nativos daquele território. Os dois avançaram até a Chapada de Ibiapaba, chegando a habitar com os índios Tabajara. Em outrubro de 1607, foi assassinado pelos índios Tocarijús, sendo enterrado no sopé da Serra Grande [2]
Depois da sua morte e sepultamento recebeu o codenome Amamaiara(o senhor da chuva) em Tupi, entre a etnias índigenas, tranformando-se assim numa entidade espiritual, conforme a crença dos índigenas. Os seus restos mortais viraram amuletos no combate a seca, sendo estes trasladados até a Parangaba pelos índios Potiguara.

Referências

  1. Girão, Raimundo. Três Documentos do Ceará Colonial. Fortaleza, Departamento de Imprensa Oficial, 1967. pag. 20 - 34
  2. Filgueira, Luis. (1903). RelacaodoMaranhao. Revista Trimensal do Instituto do Ceará. Página visitada em 21 de setembro de 2011.
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Pereira Figueira

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Pereira Figueira, padre Jesuíta, nascido em 1574, no lugarejo de Campo de Ouriques, Almôdavar, vila de Évora, Alentejo. Falecido em outubro de 1643, na Ilha de Joanes, vítima de um naufrágio.

Érvora e Salvador

Filho do casal Diogo Rodrigues e Mayor Revet, chegou a estudar no Colégio de Érvora a partir de 1592. Sagrado padre veio para o Brasil em 1602. Devido a seu conhecimento das línguas indígenas é a indicado para a Missão da Serra da Ibiababae do Maranhão[1].

A Relação do Maranhão

No ano de 1607, este segue juntamente com Padre Francisco Pinto para o Siará Grande, com o intuito de catequizar os nativos daquele território. Os dois, juntamente com uma comitiva de índios, avançaram até a Chapada de Ibiapaba, chegando a habitar com os índios Tabajara. Em outubro de 1607, foi assassinado pelos índios Carariju, o seu companheiro de missão:Padre Francisco Pinto, e ao Padre Pereira Figueira não restou a opção de fugir da região em busca do Fortin de São Tiago[2].
No agosto de 1608, este deixa o Ceará e escreve o diário de sua expedição: a Relaçãqo do Maranhão.

Referências

  1. Girão, Raimundo. Três Documentos do Ceará Colonial. Fortaleza, Departamento de Imprensa Oficial, 1967. pag. 34 - 44
  2. http://www.institutodoceara.org.br/Rev-apresentacao/RevPorAno/1903/1903-RelacaodoMaranhao1608.pdf
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