quinta-feira, 7 de junho de 2012

Asa Branca

Asa Branca

Luíz Gonzaga

Quando "oiei" a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de "prantação"
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
"Intonce" eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
"Intonce" eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Quando o verde dos teus "óio"
Se "espaiar" na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração

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"Asa-Branca"
Single por Luiz Gonzaga
Lado A Vou pra Roça
Lançamento maio de 1947
Formato 78rpm
Gravação 3 de março de 1947
Gênero Baião
Duração 2:51
Gravadora(s) Victor
Composição Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga
Cronologia de singles por Luiz Gonzaga
Último
Último
"Balanço do Calango"
(1947)
Moda da Mula Preta
(1948)
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Asa-branca (Patagioenas picazuro) ave que deu nome à canção.
Asa-Branca é uma canção de choro regional (popularmente conhecido como baião) de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, composta em 3 de março de 1947. Foi cantada por Luiz Gonzaga e posteriormente por vários artistas, entre eles:
O tema da canção é a seca no Nordeste brasileiro que é muito intensa, a ponto de fazer migrar até mesmo a ave asa-branca (columba picazuro, uma espécie de pombo). A seca obriga, também, um rapaz a mudar da região. Ao fazê-lo, ele promete voltar um dia para os braços do seu amor.
Há uma continuação de Asa Branca, intitulada A Volta da Asa Branca, que trata do retorno do retirante e de sua nova vida no Nordeste.
Asa Branca é também o nome de uma cidade fictícia da telenovela Roque Santeiro (1985), exibida na Rede Globo, trata-se de uma cidade nordestina que vive graças aos negócios de Sinhozinho Malta, grande fazendeiro da região. A cidade tem uma igreja onde o padre Albano e a filha de Sinhozinho Malta mantém um romance proibido, um lupanar, a casa do prefeito, uma barbearia, a casa da viúva Porcina e de seu Zé das Medalhas e muitos outros estabelecimentos. A cidade ainda é assombrada pelo lobisomem.

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