segunda-feira, 21 de maio de 2012

"COCO PENSANTE" - ULISSES GERMANO



ULISSES GERMANO E IRMÃOS ANICETO




















COCO PENSANTE
Letra e Música: Ulisses Germano
Dedicado ao Mestre Correinha

Vou cantar coco pensado
É coco de pensador
Vou cantar coco pensado
É coco de pensador


Eu fiz um coco
Pra estudar filosofia
Quis saber como fazia
Pra entender o dia a dia

Quanto mais lia
Mais fugia da verdade
Enxerguei na vaidade
A sutileza da moral

O meu limite
É limitado no momento
Cada passo que’u enfrento
É pra poder me superar

Vi na batida
Deste coco a certeza
Que quem ama a natureza
Deixará de lamentar

Vou cantar coco pensado
É coco de pensador
Vou cantar coco pensado
É coco de pensador

Pois o lamento
Só piora o sofrimento
Já vivi cada tormento
Agora quero me aprumar

Já é mania
Dessa gente inteligente
Complicar feito demente
Pra se achar melhor que outros

Sabedoria
Encontrei no analfabeto
Que doava todo afeto
Feito a flor que exala o cheiro

Tudo é tão simples
Confusão já é costume
Já não basta o volume
Da indústria cultural
Vou cantar coco pensado
É coco de pensador
Vou cantar coco pensado
É coco de pensador


Quem sabe, sabe
Que é burro por conta própria
É cópia da própria cópia
Do limite sem receio

Cabeça dura
Tem aquela criatura
Que nega toda a fartura
De aceitar o que errou

Se sou perfeito
Nego a minha humanidade
Guardo a dor de uma saudade
Qu’eu nem sei se ainda tenho

A realidade
É de muita importância
Eu também já vi a ganância
De quem quer se iluminar

Vou cantar coco pensado
É coco de pensador
Vou cantar coco pensado
É coco de pensador

Eu me ilumino
Vendo a luz do candeeiro
Meu pandeiro é meu isqueiro
Que se acende no repente

Já que a alma
Pelos olhos transparece
Teu olhar já não carece
Da visão que vem de fora

Eu lhe asseguro
Não dou murro no escuro
Nem fico em cima do muro
Esperando o ganhador

Quando observo
Bem de perto a sociedade
Vejo que a cumplicidade
O rabo preso se instalou

Oportunista
Quando acha uma brecha
Chega manso, não avexa
E se diz ser bem bonzinho
Se faz de santo
Defensor do oprimido
Não tem nada a ver comigo
Sua distância me faz bem

Tanta miséria
Instalada na mentira
Vejo, enfim, o fim da ira
Aplacada na razão

É que meu canto
Mora dentro da memória
Todo mundo tem história
Pra contar o que viveu

Mudo de assunto
Falo de anatomia
Cada qual com sua mania
De querer se enganar:

Lingua afiada
Olho d’água, boca suja
Vista grossa, céu da boca
Mão de ferro, unha de fome

Barriga branca
Bunda mole, pé de meia
Costa larga, dedo duro
Mão de vaca, olho gordo

Todo tormento
Que nosso planeta enfrenta
Nasceu de uma ferramenta
Que explodiu em Hiroshima

Eu quebro o coco
Pra beber toda essa água
Digerir também a mágua
No coco que faz pensar

Vim pra dizer
Que toda a minha cantoria
Quer rimar só com o dia
Em que a paz, enfim, reinar

Então eu deixo
Este planeta satisfeito
Por ter feito do defeito
Uma lição para mudar

Eu fiz um coco
Thiaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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