terça-feira, 4 de outubro de 2011

PERNAMBUCO - RECIFE

Etimologia

A origem do nome Pernambuco é controversa. Alguns estudiosos afirmam que era a denominação nas línguas indígenas locais da época do descobrimento para o pau-brasil. A mais aceita no entanto é que o nome vem do tupi Paranã-Puca, que significa "onde o mar se arrebenta", uma vez que a maior parte do litoral do estado é protegida por paredões de recifes de coral.

[editar] História

[editar] Período pré-colonial

Dança dos Tapuias, por Albert Eckhout (séc. XVII). Museu Nacional da Dinamarca, Copenhagen.

O Nordeste brasileiro concentra alguns dos mais antigos sítios arqueológicos conhecidos do país, com datação superior a 40 000 anos antes do presente.[24] Na região que hoje corresponde ao estado de Pernambuco, foram identificados vestígios seguros de ocupação humana superiores a 11 000 anos, nas regiões de Chã do Caboclo, em Bom Jardim, e Furna do Estrago, em Brejo da Madre de Deus. Nesta última região, foi descoberta uma importante necrópole pré-histórica, com 125 metros quadrados de área coberta, de onde foram resgatados 83 esqueletos humanos em bom estado de conservação.[25][26][27]

Dentre os grupos indígenas que habitaram o estado, identificou-se a tradição cultural Itaparica, responsável pela confecção de artefatos líticos lascados há mais de 6 000 anos.[28] No Agreste pernambucano, conservam-se pinturas rupestres com data aproximada de 2 000 anos antes do presente, atribuídas à subtradição denominada Cariris velhos.[29] Na época da colonização portuguesa, habitavam o litoral pernambucano os Tabajaras e os Caetés, já desaparecidos. Nos brejos interioranos do estado ainda é possível encontrar grupos indígenas remanescentes das antigas tradições, como os Pankararu (em Tacaratu) e os Atikum (em Floresta).[30]

[editar] Período colonial

[editar] Os primeiros anos

Em 1501, ano seguinte ao da chegada dos portugueses ao Brasil, o território de Pernambuco, definido pelo Tratado de Tordesilhas como região pertencente à América portuguesa, é explorado pela expedição de Gaspar de Lemos, que teria criado feitorias ao longo da costa da colônia, incluindo, possivelmente na atual localidade de Igarassu, cuja defesa seria futuramente confiada a Cristóvão Jacques. O povoamento efetivo de Pernambuco, entretanto, inicia-se em 1534, quando a colônia portuguesa é dividida em capitanias hereditárias. O território do atual estado de Pernambuco equivale à quase totalidade da capitania de Pernambuco, doada a Duarte Coelho, e parte da capitania de Itamaracá, doada a Pero Lopes de Sousa. Estendia-se por 60 léguas entre o rio Igaraçu e o rio São Francisco

Olinda, primeira capital de Pernambuco - vista do Convento de Nossa Senhora do Carmo.

Em 1535, Duarte Coelho tomou posse da capitania, a princípio batizada de "Nova Lusitânia", mas que pouco tempo depois recebeu a denominação que mantém até hoje. Em 1537, os povoados de Igarassu e Olinda, estabelecidos em 1535, junto com chegada do donatário, foram elevados a vila. Olinda recebeu o status de capital administrativa e seu porto, habitado por pescadores, daria origem à cidade de Recife. As vilas de Igarassu e Olinda, entre os primeiros núcleos de povoamento do Brasil, serviram de ponto de partida de expedições desbravadoras do interior da capitania. Uma dessas expedições, chefiada pelo filho do donatário, Jorge de Albuquerque, penetrou o sertão até o rio São Francisco, assegurando o domínio e expansão do interior do território e combatendo os índios hostis. Duarte Coelho, por sua vez, tratou de instalar em Pernambuco os primeiros engenhos de açúcar da colônia, incentivando também o plantio do algodão.

Em pouco tempo, a capitania de Pernambuco se tornou a principal produtora de açúcar da colônia portuguesa. Consequentemente, era também a mais próspera e influente das capitanias hereditárias. Surge em Pernambuco o protótipo da sociedade açucareira dos grandes latifundiários da cana-de-açúcar, que perdurará de forma majoritária nos dois séculos seguintes. O cultivo da cana-de-açúcar adaptou-se facilmente ao clima pernambucano e ao solo massapê. A maior proximidade geográfica de Portugal, barateando o custo do transporte, a abundância do pau-brasil, o cultivo do algodão e os grandes investimentos feitos pelo donatário na fundação de vilas e na pacificação dos índios são outros fatores que ajudam a explicar o progresso da capitania. Tal prosperidade, entretanto, transformou a capitania em um ponto cobiçado por piratas europeus. Já em 1595, o corsário inglês James Lancaster tomou de assalto o porto de Recife e passou a saquear as riquezas transportadas do interior. Partiu um mês depois, levando as pilhagens em quinze embarcações.

[editar] Invasão holandesa

Recife, capital de Pernambuco, foi considerada a mais próspera e urbanizada cidade das Américas durante o governo do conde alemão (a serviço da coroa holandesa) Maurício de Nassau.

Em 1630, a capitania foi invadida pela Companhia das Índias Ocidentais. Por ocasião da União Ibérica (1580 a 1640) a então chamada República Holandesa, antes dominados pela Espanha tendo depois conseguido sua independência através da força, veem em Pernambuco a oportunidade para impor um duro golpe na Espanha, ao mesmo tempo em que tirariam o prejuízo do fracasso na Bahia. Em 26 de dezembro de 1629 partia de São Vicente, Cabo Verde, uma esquadra com 66 embarcações e 7.280 homens em direção a Pernambuco. Os holandeses, desembarcando na praia de Pau Amarelo, conquistam a capitania de Pernambuco em fevereiro de 1630 e estabelecem a colônia Nova Holanda. A frágil resistência portuguesa na passagem do Rio Doce, invadiu sem grandes contratempos Olinda e derrotou a pequena, porém aguerrida, guarnição do forte (que depois passaria a ser chamado de Brum), porta de entrada para o Recife através do istmo que ligava as duas cidades.

A Kahal Zur Israel, no Recife, foi a primeira sinagoga das Américas.

O governo de Maurício de Nassau ajudou a desenvolver a cidade (Mauritsstad, ou Mauriceia) - até então com poucos habitantes portugueses - com diversas obras de infra-estrutura, benefícios fiscais e empréstimos. Neste período, Recife foi considerada a mais próspera e urbanizada cidade das Américas e com a maior comunidade judaica de todo o continente, sendo construída nessa época a primeira sinagoga da América.[31] A primeira ponte da América Latina também foi construída na gestão de Nassau, em 1643.[32]

Por diversos motivos, sendo um dos mais importantes a exoneração de Maurício de Nassau do governo da capitania pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, o povo de Pernambuco se rebelou contra o governo, juntando-se à fraca resistência ainda existente, num movimento denominado Insurreição Pernambucana. Com a chegada gradativa de reforços portugueses, os holandeses por fim foram expulsos em 1654, na segunda Batalha dos Guararapes. Foi nesta ocasião que se diz ter nascido o Exército brasileiro.

Após a expulsão holandesa, o estado passou a declinar junto com restante do Nordeste, devido à transferência do centro político-econômico para o Sudeste, o que resultou em conflitos como a Revolução Pernambucana e a Confederação do Equador, movimento separatista pernambucano. A qualidade do açúcar refinado holandês, agora produzido nas Antilhas, superior ao mascavo brasileiro, também ajudou a acelerar a decadência do estado, que era baseado nos latifúndios de cultivo de cana-de-açúcar. Buscando novos meios de renda, aumenta o comércio no estado gradativamente. Este efeito foi estopim de revoltas como a Guerra dos Mascates.

Atualmente, a maioria dos habitantes do cariri pernambucano é descendente de holandeses.[33]

[editar] Insurreição Pernambucana

Mauritsstad, o Recife nassoviano.
Invasões Holandesas em Olinda.

Em 15 de maio de 1645, reunidos no Engenho de São João, 18 líderes insurretos pernambucanos assinaram compromisso para lutar contra o domínio holandês na capitania. Com o acordo assinado, começa o contra-ataque à invasão holandesa. A primeira vitória importante dos insurretos se deu no Monte das Tabocas, (hoje localizada no município de Vitória de Santo Antão) onde 1200 insurretos mazombos armados de armas de fogo, foices, paus e flechas derrotaram numa emboscada 1900 holandeses bem armados e bem treinados.

O sucesso deu ao líder Antônio Dias Cardoso o apelido de Mestre das Emboscadas. Os holandeses que sobreviveram seguiram para Casa Forte, sendo novamente derrotado pela aliança dos mazombos, índios nativos e escravos negros. Recuaram novamente para as casas-forte em Cabo de Santo Agostinho, Pontal de Nazaré, Sirinhaém, Rio Formoso, Porto Calvo e Forte Maurício, sendo sucessivamente derrotados pelos insurretos.

As Batalhas dos Guararapes, episódios decisivos na Insurreição Pernambucana, são consideradas a origem do Exército Brasileiro.
A Capitania de Pernambuco abrangia os atuais estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e a porção ocidental da Bahia.

Por fim, Olinda foi recuperada pelos rebeldes. Cercados e isolados pelos rebeldes numa faixa que ficou conhecida como Nova Holanda, indo do Recife a Itamaracá, os invasores começaram a sofrer com a falta de alimentos, o que os levou a atacar plantações de mandioca nas vilas de São Lourenço, Catuma e Tejucupapo. Em 24 de abril de 1646, ocorreu a famosa Batalha de Tejucupapo, onde mulheres camponesas armadas de utensílios agrícolas e armas leves expulsaram os invasores holandeses, humilhando-os definitivamente. Esse fato histórico consolidou-se como a primeira importante participação militar da mulher na defesa do território brasileiro.

Devido a Primeira Guerra Anglo-Neerlandesa, a República Holandesa não pôde auxiliar os holandeses no Brasil. Com o fim da guerra contra os ingleses, a República Holandesa exige a devolução da colônia em maio de 1654. Sob ameaça de uma nova invasão do Nordeste brasileiro, Portugal cede à exigência dos holandeses que Portugal pague 4 milhões cruzados para República Holandesa entre um periodo de 16 anos. Porém, em 6 de agosto de 1661 a República Holandesa cede formalmente o Nordeste brasileiro à Portugal através da Paz de Haia.

[editar] Brasil imperial

Em meados do século XIX, a Província de Pernambuco era uma das mais importantes do Império, mantendo a primazia em relação às vizinhas províncias do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe. Todavia, a economia da província é afetada pela decadência do açúcar e do algodão. A estrutura agrária herdada do período colonial se mantém baseada no latifúndio e um pequeno número de famílias proprietárias controlava a maior parte das terras. Nabuco de Araújo afirmava: "Enumerai os engenhos da província e vos damos fiança de que um terço deles pertencem aos Cavalcanti.[34]

[editar] Geografia

Pernambuco
Ficha técnica
Área 98.938 km²
Relevo planície litorânea sedimentar limitada pelo Planalto da Borborema, que termina com a Depressão Sertaneja.
Ponto mais elevado Pico do Papagaio, no município de Triunfo (1.260 m).
Rios principais São Francisco, Capibaribe, Ipojuca, Una, Pajeú.
Vegetação mangues e mata Atlântica no litoral, caatinga no Agreste e Sertão.
Clima tropical no litoral, semi-árido no Agreste e Sertão.
Municípios mais populosos Recife (1.536.934)
Jaboatão dos Guararapes (644.699)
Olinda (375.559)
Caruaru (314.951)
Paulista (300.611)
Petrolina (294.081)
Cabo de Santo Agostinho (185.123)
Camaragibe (144.506)
Vitória de Santo Antão (130.540)
Garanhuns (129.392)
São Lourenço da Mata (102.956)
Igarassu (101.987)
Hora local UTC-3
Gentílico pernambucano

Pernambuco é um dos menores estados do país. Apesar disso, possui paisagens variadas, entre elas estão: serras, planaltos, brejos, semi-aridez no sertão, e diversificadas praias na costa. O estado tem altitude crescente do litoral ao sertão. As planícies litorâneas tem baixa altitude de até 200m, apresentando relevo peneplano (mamelonar), e alguns pontos do planalto da Borborema ultrapassam os 1000m de altitude. Na margem oeste da mesorregião Agreste, há a Depressão Sertaneja, uma depressão relativa com altitude média de 400m que se estende até a margem oriental da Chapada do Araripe.

Faz divisa com Paraíba e Ceará ao norte, Alagoas e Bahia ao sul, Piauí ao oeste e o oceano Atlântico ao leste. Tem 187 km de costa, excluindo a costa do arquipélago de Fernando de Noronha. O arquipélago é visitado por turistas do mundo todo e nativos do estado, que em geral partem do porto do Recife Antigo em cruzeiros internacionais.

Mais da metade do estado é localizado no Sertão, exclusivamente no oeste do estado, é também uma Mesorregião do estado e da Região Nordeste. É um lugar onde há escassez de chuvas, e o clima é semi-desértico (semi-árido), devido à retenção de parte das precipitações pluviais no Planalto da Borborema e correntes de ar seco provenientes do sul da África, entre outros, a vegetação típica é pobre, a Caatinga, os solos são inférteis e as temperaturas são algumas das mais elevadas do país, os índices de insolação são bastante elevados, e na região as secas podem durar por um longo tempo, pois a média anual não supera os 500 milímetros, sendo que em muitos anos as chuvas não alcançam 200 milímetros anuais e ocorrem num curto período de 5 a 10 dias.[35]

[editar] Relevo

Relevo acidentado de Gravatá, agreste, comum em boa parte do interior pernambucano. Alguns pontos do estado ultrapassam os 1200m[36]

O relevo é moderado: 76% do território estão abaixo dos 600m. O litoral é uma grande planície sedimentar (Baixadas Litorâneas do Nordeste), quase que em sua totalidade ao nível do mar, tendo alguns pontos abaixo do nível do mar. Nessas planícies estão as principais cidades do estado, como Recife e Jaboatão dos Guararapes. A altitude aumenta conforme aumenta a distância da costa. No Agreste há picos com 1000 m de altitude, e os planaltos tem cerca de 800 m de altitude. O relevo é moderado: 76% do território estão abaixo dos 600m. O litoral é uma grande planície sedimentar, quase que em sua totalidade ao nível do mar, tendo alguns pontos abaixo do nível do mar. Nessas planícies estão as principais cidades do estado, como Recife e Jaboatão dos Guararapes. A altitude aumenta conforme aumenta a distância da costa. No Agreste há picos com 1.000 m de altitude. O Planalto da Borborema tem altitude média de 600m, com destaque para o maciço dômico de Garanhuns, com altitude média de 800m. A Chapada do Araripe tem altitude média de 800m.[37]

A Zona da Mata é marcada por formações onduladas ou melonizadas, características denominadas pelo geógrafo Aziz AbSaber como Domínio dos Mares-de-Morro.

A principal formação geológica na faixa de transição da Zona da Mata para o Agreste é conhecido popularmente como Serra das Russas, porém, trata-se da borda ocidental do Planalto da Borborema, domo que corta alguns estados do Nordeste.

O Agreste localiza-se sobre este planalto, sua altitude média é de 400m, podendo passar dos 1000m nos pontos mais elevados. A estrutura geológica predominante é a cristalina, sendo responsável, junto com o clima semi-árido, por formações abruptas (pedimentos e pediplanos).

No Sertão as cotas altimétricas decrescem em direção ao Rio São Francisco, formando, em relação ao Planalto da Borborema uma área de depressão relativa. As formações geomorfológicas predominantes são os inselbergues, serras e chapadas, estas últimas aparecendo em áreas sedimentares. Na Microrregião do Pajeú, próximo ao município de Triunfo, localiza-se o Pico do Papagaio com 1.260 metros, no limite com o sudoeste da Paraíba.

[editar] Baixada Litorânea

Distinguem-se, de leste para oeste: praias protegidas pelos recifes; uma faixa de tabuleiros areníticos, com 40 a 60m de altura; e a faixa de terrenos cristalinos talhados em colinas, que se alteiam suavemente para oeste até alcançarem 200m no sopé da escarpa da Borborema. Tanto a faixa de tabuleiros como a de colinas são cortadas transversalmente por vales largos onde se abrigam amplas várzeas, chamadas planícies aluviais.

Fortes contrastes observam-se entre os solos pobres dos tabuleiros e os solos mais ricos das colinas e várzeas. Nos dois últimos repousa a aptidão do litoral pernambucano para o cultivo da cana-de-açúcar, base de sua economia agrícola.

[editar] Planalto da Borborema

Seu rebordo oriental, escarpado, domina a baixada litorânea com um desnível de 300m, o que lhe confere ao topo uma altitude de 500m. Para o interior, o planalto ainda se alteia mais e alcança média de 800m em seu centro, donde passa a baixar até atingir 600m junto ao rebordo ocidental. Diferem consideravelmente as topografias da porção oriental e da porção ocidental.

A leste, erguem-se sobre a superfície do planalto cristas de leste para oeste, separadas por vales, que configuram parcos relevos de 300m. Aproximadamente no centro-sul do planalto eleva-se o maciço dômico de Garanhuns, que supera a altitude de 1.000m.

[editar] Clima

Paisagem da Cachoeira do Urubu, na cidade de Primavera na Zona da Mata.

O Estado está inserido na zona intertropical, logo apresenta predominantemente temperaturas altas, todavia o quadro climático é bem diversificado devido à interferência do relevo e das massas de ar.

Na Zona da Mata o clima é predominantemente pseudotropical, com fortes chuvas no outono e inverno. Já no Agreste as condições climáticas são diversificadas por ser uma região de ecótone, apresentando áreas mais úmidas e outras mais secas, onde predomina o clima semi-árido. No Sertão, o clima é semi-árido quente, devido à retenção das precipitações pluviais no Planalto da Borborema e correntes de ar seco provenientes do sul da África (tépida caalariana ou TK), entre outros fatores menos importantes.

Triunfo tem temperatura amena apesar de estar localizada no Semiárido. Isso é possível graças à sua altitude (1.004m), a mais elevada entre os municípios do estado.[38] Durante o inverno, a temperatura pode chegar a 8°C durante a madrugada na cidade.[39]

Pernambuco tem uma área de 87.317 km²[35] localizados no chamado Polígono das Secas, que se estende do extremo norte de Minas Gerais, até o Piauí e está sujeita a secas periódicas. Essa área corresponde a 88,84% do território pernambucano, ocupando as regiões do agreste e sertão. É a região com as menores e mais irregulares precipitações pluviométricas. A média anual não supera os 600 mm, com o registro vários anos em que as chuvas não alcançam os 200 mm anuais e, muitas vezes, ocorrendo num curto período de 5 a 10 dias.

No agreste e sertão aparecem áreas de exceções - principalmente cidades com microclima de altitude, com temperaturas que podem chegar a 8 °C durante o inverno,[40] como Triunfo, Garanhuns e Taquaritinga do Norte, que são considerados Brejos de Altitude. Outra exceção é a mesorregião do São Francisco, mais úmida que as circundantes por conta do Rio São Francisco e a irrigação proveniente dele.

Municípios como Triunfo, Poção, Capoeiras, Caetés, Jupi, Garanhuns, Lajedo e Saloá são classificados como Cw'a ou Cs'a (temperatura média do mês mais frio abaixo de 18 °C[37]). Curiosamente, tais classificações são de clima mediterrânico, incomuns na região.

Por influência das massas de ar úmido com ação no inverno, a Zona da Mata e o Agreste tem chuvas concentradas durante a estação mais fria.

[editar] Litoral

É característica do litoral norte suas formações geográficas mais variadas - ilhas fluviais como Itamaracá, diversos rios e suas desembocaduras, bancos de areia, entre outros. A fauna é variada, destacando-se as aves migratórias que periódicamente chegam à ilha Coroa do Avião e Fernando de Noronha. Ambas as ilhas têm estações de pesquisa ambiental.

[editar] Vegetação

A vegetação litorânea do estado de Pernambuco apresenta, matas, manguezais e cerrados, que recebem a denominação de "tabuleiro", formado por gramíneas e arbustos tortuosos, predominantemente representados, entre outras espécies por batiputás e mangabeiras.

Formadas por floresta Atlântica, as matas registram a presença de árvores altas, sempre verdes, como a peroba e a sucupira. Localizados nos estuários, os manguezais apresentam árvores com raízes de suporte, adaptadas à sobrevivência neste tipo de ambiente natural.

A caatinga, vegetação típica do Sertão, o Agreste apresenta uma vegetação de transição e suas características se misturam com a da Mata Atlântica, na parte mais oriental e com a da Caatinga, na parte mais ocidental. A caatinga pode ser do tipo arbóreo, com espécies como a baraúna, ou arbustivo representado, entre outras espécies pelo xique-xique e o mandacaru.

[editar] Meio ambiente

Dois Irmãos - Fernando de Noronha.

A lei estadual 13.787/09, de 8 de junho de 2009, instituiu o Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC), o estado possui 66 Unidades de Conservação Estaduais (25 de Proteção Integral, 41 de Uso Sustentável), sendo que 21 pertencem às categorias descritas pelo SEUC; 33 aguardam a recategorização e implantação; e 13 foram criadas para proteger os estuários pernambucanos. Em Pernambuco, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade administra 11 unidades de conservação: dois parques nacionais, uma estação ecológica, uma floresta nacional, três áreas de proteção ambiental, uma Reserva Extrativista, e três reservas biológicas.[41]

[editar] Hidrografia

Ver página anexa: Rios de Pernambuco
Trecho do Rio Capibaribe, ao norte do seu percusso.

Há poucos lagos e lagoas no estado, como a Lagoa do Araçá e a Lagoa Olho D'Água, ambas na Região Metropolitana do Recife. Na periferia do município do Recife encontram-se dois belos cartões postais do município, os Açudes do Prata e de Apipucos, sendo o primeiro pertencente ao Parque Dois Irmãos. Além disso, existe um conjunto de reservatórios distribuídos por todo o estado, com destaque para o Reservatório de Jucazinho, considerado o maior de Pernambuco, localizado na mesorregião Agreste, próximo ao município de Surubim. Os manguezais são abundantes em todo o litoral, porém foram praticamente extintos na RMR devido à urbanização (com a exceção do maior mangue urbano do Brasil, cercado por bairros da zona sul do município do Recife, como Boa Viagem). Porém, nos anos 90, houve um programa de re-implantação do mangue nas margens do Rio Capibaribe, desenvolvido pela prefeitura do Recife, trazendo de volta a vegetação ao rio por toda o município.

São Francisco, Capibaribe, Ipojuca, Una, Pajeú e Jaboatão são os rios principais. O São Francisco é de importância vital para o interior do estado, principalmente para distribuição de umidade através de irrigação. Veja lista de rios de Pernambuco

O estado encontra-se com 89,01% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).[42]

[editar] Demografia

Demografia de Pernambuco
Ficha técnica
Área 98 311,616 km²
População 8.796.032 (2010).
Densidade 89,47 hab./km² (2010).
Crescimento demográfico 1,06% ao ano (2000-2010).
População urbana 80,2%% (2010).
Domicílios 1.968.294 (2000).
Carência habitacional 387.648 (est. 2000).
Acesso à água 70,5% (2000)
Acesso à rede de esgoto 43,8%(2000).
IDH 0,718 (2005).
Número de Municípios 185.[43]

Segundo dados estatísticos do IBGE Pernambuco contava no ao de 2010 com uma população de 8.796.032 habitantes, o que correspondia a 4,7% da população brasileira, sendo o estado de Pernambuco uma das unidades da federação de menor superfície - 1,2% do território nacional - o mesmo não ocorre em relação a sua população absoluta e a sua densidade demográfica visto ser uma das unidades da federação mais populosas bem como um dos primeiros colocados quanto a densidade demográfica no quadro nacional.

As cidades mais populosas são: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Caruaru, Paulista, Petrolina, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Vitória de Santo Antão e Garanhuns. Veja lista de municípios de Pernambuco por população

A importância do estado de Pernambuco no contexto brasileiro é uma decorrência não só do contingente populacional que abriga, mas também pela importância de sua capital, a cidade do Recife, uma das mais populosas do país, com cerca de 1.536.934 habitantes no ano de 2010. E a Região Metropolitana do Recife, que além da capital possui mais 13 municípios, possuía 3.688.428 habitantes no ano de 2010, sendo a 5ª mais populosa do país e a mais populosa do Nordeste brasileiro.[44]

Na Região Metropolitana do Recife (RMR), se encontram Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Paulista, respectivamente segundo, terceiro e quarto municípios mais populosos do estado.[7] Outros municípios importantes são Vitória de Santo Antão e Goiana, na Zona da Mata; Caruaru e Garanhuns, no Agreste; Petrolina, na Região do São Francisco; e Serra Talhada, Salgueiro, Arcoverde e Araripina, no Sertão.

O censo de 2010 revelou que a população urbana de Pernambuco é hoje maior que a população rural, assim como na maioria do país. Cerca de 80,2% dos habitantes do estado moram em zonas urbanas. A densidade demográfica estadual é de 89,5 hab./km².

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Pernambuco é o segundo maior colégio eleitoral do Nordeste brasileiro, com 6.268.411 eleitores,[45]


Ano Habitantes[47]
1872 841.539
1890 1.030.224
1900 1.178.150
1920 2.154.835
1940 2.688.240
1950 3.395.185
1960 4.138.289
1970 5.253.901
1980 6.173.753
1991 7.127.855
1996 7.344.279
2000 7.918.344
2007 8.485.386
2010 8.796.032

[editar] Etnias

O Estado de Pernambuco conviveu ao longo de sua história com variadas levas de imigração branca.

Etnias indígenas Pessoas[48]
Pankararu 4.062
Kambiwá 1.400
Atikum 4.506
Xucuru 8.502
Fulniô 3.048
Truká 2.535
Tuxá 47
Kapinawá 1.035
Pipipãs 591
Total 25.726
Cor/Raça Porcentagem[8]
Parda 55,2
Branca 37,9
Preta 6,3
Amarela ou indígena 0,6

A presença destes imigrantes, por vezes subestimada, construiu a história do Estado junto com os escravos negros africanos e os nativos ameríndios. Pernambuco foi, junto com a então São Vicente, um dos núcleos sociais mais importantes do Brasil quando o país foi dividido em capitanias hereditárias, em 1534, o que faz com que o estado tenha uma população relativamente heterogênea com relação a outros estados do Nordeste.

A população descende principalmente de imigrantes europeus (sobretudo portugueses, italianos e espanhóis). Também há comunidades de povos do Oriente Médio (árabes e judeus) e Ásia Oriental (japoneses), há Também alemães, e Ingleses). Além de descendentes de africanos.

Segundo dados apresentados pela Fundação nacional do índio (Funai) um total de 25.726 remanescentes dos povos indígenas que primitivamente habitam no estado, divididos em nove etnias, a maioria dos povos está concentrada na Região do Rio São Francisco.

[editar] Indígenas

Dentro dos limites, do estado de Pernambuco, contém nove povos Indígenas, distribuindo entre os municípios de Águas Belas, Ibimirim, Pesqueira, Buíque, Cabrobó, Inajá, Petrolândia, Jatobá, Tacaratu, Floresta e Carnaubeira da Penha, cuja população soma num total de aproximadamente 25.726 índios. A maioria dos grupos indígenas de Pernambuco, tem o mesmo ritmo, só havendo alguns mudanças nas melodias, que imitem palavras de suas línguas matériais.

Há os seguintes grupos indígenas: Fulniô, Xukuru e Kapinawá, que se encontram respectivamente nos municípios de Águas Belas, Pesqueira e Buíque, no agreste do estado e os Kambiwá, Pankararu, Atikum e Truká, que se encontram respectivamente nos municípios de Ibimirim, Tacaratu, Floresta e Cabrobó, no sertão do estado.[49]

A presença autóctone no estado data de mais 10 mil anos. Pinturas rupestres são encontradas em várias áreas do sertão e agreste do estado, sendo as mais conhecidas as do Vale do Catimbau no Município de Buíque, agreste pernambucano.

[editar] Pardos

No estado de Pernambuco os pardos são numerosos, constituindo 55% da população. O mais característico é o caboclo. Inicialmente nascido da mestiçagem entre indígenas e europeus, a partir do século XIX.

[editar] Colonizadores

Portugueses
Mapa, a vila de olinda e o porto do recife, final do século XVI.
Etnias indígenas mais populosas no Leste-Nordeste.

A colonização mais marcante foi a portuguesa, a qual, além do legado genético, arquitetônico, musical e dialectual, se faz presente, no Recife, com o Clube Português do Recife Clube Português, o Real Hospital Português de Beneficência, o Gabinete Português de Leitura de Pernambuco Gabinete Português de Leitura e o Consulado de Portugal. O surgimento do tradicional hóquei sobre patins em Pernambuco, na década de 1950, por exemplo, é conseqüência da imigração portuguesa.[50] A colonização iniciou-se com os portugueses. Duarte Coelho Pereira tomou posse de sua capitania, Pernambuco, à qual chamou Nova Lusitânia. Com ele, além das famílias burguesas e fidalgas, vieram alguns portugueses do norte de Portugal, Madeira e Açores.

Depois do Minho, a Madeira foi a região de Portugal que mais enviou portugueses para Pernambuco.

A emigração portuguesa para Pernambuco se dividiu em duas fases: entre os séculos XVI ao XVIII, maioria de abastados (nobres e burgueses), e entre os séculos XVIII ao XX, maioria de populares do norte e ilhas portuguesas.

Italianos e Espanhóis

A presença italiana em Pernambuco também é marcante, já nos primórdios da colonização junto aos portugueses. Os espanhóis também se fizeram presentes, embora em menor número que os portugueses.[51]

Árabes e judeus

Migração considerável igualmente foi a árabe. O motivo maior da vinda de árabes para o Brasil foi a instabilidade na região do Oriente Médio trazida com a dominação do Império Otomano.

O imperador Dom Pedro II, que falava árabe,[52] visitou o Líbano e a Síria em 1876. Em Damasco, capital síria, o imperador escreveu um poema, que enviou ao Visconde de Taunay, onde lia-se: "Damasco dos milênios, berço da civilização, e quem a construiu ajudará a construir o Brasil".[52] O fluxo migratório árabe para o Brasil foi estimulado e intensificado no fim do século XIX.

No Recife, uma das marcas dos imigrantes é o Clube Libanês, erguido pela colônia libanesa, no bairro do Pina. O primeiro contato árabe com o Estado, entretanto, se fez com missionários católicos sírios que chegaram a Pernambuco nas caravanas portuguesas.[53]

Alemães

Presença marcante também foi dos alemães. Os primeiros registros datam do século XVII, com a chegada da corte holandesa no Estado, que trouxe alguns alemães. As duas guerras mundiais também impulsionaram a colônia alemã no Recife, que já contou com 1,2 mil imigrantes.[54] Esta presença alemã pode ser observada no Deutscher Klub Pernambuco, fundado em 1920, e que antes era restrito apenas à colônia alemã e seus descendentes. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Deutscher Klub Pernambuco, que tinha ligação com o Partido Nazista,[55][56][57][58] foi considerado propriedade alemã e sofreu uma desapropriação pelo Governo Federal, sendo reavido à colônia alemã pernambucana com o fim do conflito. A partir de 1960, o clube passou a organizar a sua Oktoberfest, a tradicional festa da cerveja do Sul da Alemanha.[59] Outra Oktoberfest menor é realizada em Olinda, conhecida como Oktoberfest in der Altstadt von Olinda.

Outras instituições que marcam a história alemã no Recife são o Instituto de Cultura Germânica, que era a escola para os filhos de imigrantes alemães e ingleses, e o Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA), centro que difunde a língua e cultura alemãs na cidade, sendo reconhecido pelo Consulado Geral da República Federal da Alemanha no Recife e pelo Instituto Goethe. A presença alemã na cidade é também responsável pelo fato de o único consulado alemão que tem jurisdição sobre todo o Norte/Nordeste do país estar na capital pernambucana.

Africanos

Através de carta escrita em 1539, ao Rei D. João III, pelo capitão Duarte Coelho Pereira, foi autorizado a importação de 24 escravos africanos da costa da Guiné.

Ingleses

Os ingleses influenciaram profundamente o Estado e principalmente sua capital. Já no começo do século XIX, a presença inglesa no Recife podia ser constada pela presença de várias empresas, entre as quais estão Great Western, Western Telegraph Company, Pernambuco Tramways and Power Company, Huascar Purcell, Pernambuco Paper Mills, Western of Brazil Railway Company, Price Waterhouse, Machine Cotton, John A. Thom, Cory & Brothers, Bank of London & South America, London & River Plate Bank, Royal Bank of Canada, Boxwell & Cia., Williams & Cia., Conolly & Cia., Ayres & Son e White Martins.

Já que a colônia inglesa não se fez massivamente presente no resto do Brasil, Recife é uma das poucas cidades brasileiras que tem um cemitério próprio para os imigrantes ingleses e seus descendentes, o Cemitério dos Ingleses. O cemitério encontra-se fechado a maior parte do tempo. Apresenta um portão de ferro datado de 1852 - obra dos ingleses da Fundição d'Aurora - e possui um administrador particular, não remunerado, que é eleito por ingleses e seus descendentes.

A Igreja Anglicana já estava presente no Recife com a Holy Trinity Church, que ficava no bairro da Boa Vista. Hoje, a Igreja Anglicana se encontra no bairro dos Aflitos. Também na Boa Vista, no século XIX, foi fundado o British Hospital, que era destinado aos súditos britânicos. Ainda na Boa Vista, havia uma rua que ganhou fama por hospedar ingleses, rua esta que recebeu o nome de Rua do Padre Inglês e assim o mantém até hoje.

Uma lenda que faz parte do folclore pernambucano é que a palavra "forró" surgiu quando a Great Western, para comemorar a inauguração de sua primeira estrada de ferro, promoveu um baile animado por sanfona e zabumba, colocando um cartaz escrito "for all" (para todos).

A influência inglesa se fez sentir, ainda, em certos hábitos: o uso do tecido tropical inglês, do linho diagonal branco - o Taylor & 120 - que não feria a pele do pescoço, da casimira, a gravatinha borboleta, os sapatos com polainas, os chapéus de palha e as bengalas.

Em 1928, George Litlle, funcionário graduado da Great Western, e alguns de seus amigos criaram um clube de golf, denominado Pernambuco Golf Club, que deu origem ao atual Caxangá Golf & Country Club. O Town British Club, na rua Bom Jesus, em cima do London Bank, foi fundado também pelos ingleses.

Também fazem parte das paisagens recifenses mais antigas os bondes que circulavam pela cidade. Ainda hoje, é possível ver os trilhos em ruas no bairro do Recife Antigo, bairro que ainda preserva um pouco da história da cidade com ruas de pedra e trilhos de bonde, além de prédios antigos onde hoje funcionam cervejarias, bares e cafés. O último bonde inglês a circular no Recife fazia o trajeto Boa Vista - Madalena, e funcionou até março de 1954. O bonde permanece exposto na Fundação Joaquim Nabuco.[60]

[editar] Religião

De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Pernambuco está composta por: católicos romanos; 70 % dos Pernambucanos (5.833.736) seguidos por protestantes (1.033.324), Espíritas (91.655), Religiões Afro-brasileiras (12.988), judeus (4.160), Religiões Orientais (3.650), Outras religiões (47.225), sem religião (866.311).[61][62]

[editar] Outras etnias

Houve, em menor escala , imigração de outros povos. Famílias de outros países germânicos além de Inglaterra e Alemanha chegaram a marcar presença em Pernambuco. Os holandeses , apesar de terem quase majoritariamente partido do Estado, deixaram algumas famílias na capital . Gilberto Freyre, por exemplo, uma das maiores figuras públicas da história do Estado, certa vez escreveu: "Sou, aliás, descendente de espanhóis , tendo também sangue nórdico, holandês, português e, na quarta geração de antepassados, sangue ameríndio , e nenhum africano, admitindo ainda possível raiz árabe e judia."[63]

Em pequeno número , encontram-se ainda descendentes de italianos, japoneses (especialmente no interior, em Bonito e Petrolina)[64] e russos, tendo o primeiro grupo da Rússia chegado, ainda no século XIX , no porto do Recife nos navios Nadejda e Neva. Outra lenda pernambucana, aliás, diz que os passos de frevo teriam sido incorporados à música por influência dos passos da dança folclórica russa quando estes foram convidados pelos recifenses para uma festa .

Depois do Minho, a Madeira foi a região de Portugal que mais enviou portugueses para Pernambuco.

A emigração portuguesa para Pernambuco se dividiu em duas fases: entre os séculos XVI ao XVIII, maioria de abastados (nobres e burgueses), e entre o século XVIII ao XX, maioria de populares do norte e ilhas portuguesas.

[editar] Subdivisões

O estado de Pernambuco é dividido em cinco mesorregiões, dezenove microrregiões e 185 municípios.

[editar] Mesorregiões, Microrregiões e municípios

O estado de Pernanbuco é dividido estatisticamente em cinco mesorregiões:

O estado é dividido geograficamente em dezenove microrregiões. Essas microrregiões são: (Pela ordem alfabética e em parênteses está indicado a quantidade de microrregiões): Alto Capibaribe (1[70]), Araripina (2[71]), Brejo Pernambucano (3[72]), Garanhuns (4[73]), Fernando de Noronha (5[74]), Itamaracá (6[75]), Itaparica (7[76]), Mata Meridional (8[77]), Mata Setentrional (9[78]), Médio Capibaribe (10[79]), Petrolina (11[80]),Recife (12[81]), Salgueiro (13[82])Sertão do Moxotó (14[83]), Suape (15[84]), Vale do Ipanema (16[85]), Vale do Ipojuca (17[86]), Vale do Pajeú (18[87]), Vitória de Santo Antão (19[88])

[editar] Economia

O PIB de Pernambuco cresceu 15,78% em 2010, mais que o dobro da média nacional do mesmo ano, que ficou em 7,5%.[16] O Complexo Industrial de Suape, responsável por esse crescimento, abriga empreendimentos como o Estaleiro Atlântico Sul, maior estaleiro do Hemisfério Sul.[17]
Indicadores
Ficha técnica
PIB R$ 87,170 bilhões (2010)
Composição do PIB indústria 33,1%
serviços 57,4%
agropecuária 9,5%%(2005)
Exportações Açúcar (35,6%), petroquímicos (7,1%), Peixes e Crustáceos (12,3%), Frutas (12,3%), Materiais Elétricos (11,1%), Outros (22,3%)(2005)

A economia de Pernambuco tem como base a (Agricultura, a Indústria e os Serviços.) Desde a época da colonização do Brasil a agricultura pernambucana foi destaque, porém o setor de serviços é atualmente predominante; Bem como na indústria (alimentícia, química, metalúrgica, eletrônica, e têxtil).

A economia de Pernambuco, após ficar estagnada durante a "década perdida" de 1985 a 1995, vem crescendo rapidamente desde o final do século XX para o começo do século XXI. O Produto Interno Bruto de Pernambuco foi de R$ 87,170 bilhões em 2010.[16] Em 2008, o PIB per capita foi de 8.065 reais, apresentando um crescimento acelerado em comparação com o valor de 3.673 reais de 2000. Contribuem para esse crescimento econômico mais recente os projetos da Refinaria Abreu e Lima, do Polo Famacoquímico e de Biotecnologia, e do Estaleiro Atlântico Sul.[89]

Desde o início da dominação portuguesa o estado foi basicamente agrícola, tendo destaque na produção nacional de cana-de-açúcar devido ao clima e ao solo tipo massapê. Porém, nas últimas décadas à cana-de-açúcar deixou de ser o principal produto agrícola da Zona da Mata, embora ainda tenha participação significava; A floricultura começa ganhar espaço, com plantações de rosas, gladiolus, e crisântemos, bem como outros produtos agrícolas.

A capacidade energética instalada é de 5.740 GWh GWh[90].

O estado assiste a uma importante mudança em seu perfil econômico com os mais grandes recentes investimentos nos setores petroquímico, biotecnológico, farmacêutico e automotivo, que esta dando novo impulso à economia do estado que vem crescendo acima da média nacional.[15] Além da importância crescente do setor terciário sobretudo das atividades turísticas, e o setor industrial em torno da empresa de Suape, fundada em 1979. Os principais empreendimentos são dos setores alimentício, químico, materiais elétricos, comunicação, metalúrgica, minerais não-metálicos e têxtil. Também tem grande destaque internacional a produção irrigada de frutas ao longo do Rio São Francisco quase que totalmente voltada para exportação concentrada no município de Petrolina, em parte devido ao aeroporto internacional, com grande capacidade para aviões cargueiros do município. Outros polos dinâmicos de desenvolvimento são o polo gesseiro no Araripe, o mármore a pecuária leiteira, e o polo têxtil do Agreste, a cana-de-açúcar e a biomassa na Zona da Mata o polo de informática, indústrial e de serviços na Região Metropolitana do Recife.

[editar] PIB

Pernambuco possuía o décimo maior produto interno bruto (PIB) do Brasil em 2008, com 70,441 bilhões de reais. Em 2010 o PIB pernambucano atingiu 87,170 bilhões de reais, com uma expansão de 15,78%, mais que o dobro da média de crescimento nacional do mesmo ano, que ficou em 7,5%.[16]

Evolução do PIB e do PIB per capita de Pernambuco
Anos PIB
(em reais)
PIB per capita
(em reais)
2005 49.903.000 5.931
2006 55.400.000 6.528
2007 62.256.000 7.337
2008 70.441.000 8.065

[editar] Setor primário

Petrolina, no Sertão de Pernambuco, é a maior cidade da Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento do Polo Petrolina e Juazeiro, que se consolidou como maior exportador de frutas e segundo maior pólo vitivinicultor do Brasil graças ao uso de modernas técnicas de cultivo e irrigação.[91][92] A RIDE Petrolina e Juazeiro é o maior aglomerado urbano do interior da região Nordeste.

Entre os principais produtos agrícolas cultivados em Pernambuco encontram-se o algodão arbóreo, a banana, o feijão, a cana-de-açúcar, a cebola, a mandioca, o milho, o tomate e a uva. Na pecuária destacam-se as criações de bovinos, suínos, caprinos e galináceos. Merece destaque, em Pernambuco, a expansão que vem tendo a partir dos anos 70 da agricultura irrigada no Sertão do São Francisco com projetos de irrigação hortifrutícolas implantadas com o apoio da CODEVASF. São grandes os investimentos aplicados em uma produção voltada para o mercado externo. Sobressaem-se frutas, como: acerola, graviola goiaba, manga, melão, melancia e a uva.

A cana-de-açúcar, que durante séculos dominou a agricultura de Pernambuco cultivada na chamada zona da mata canavieira, sendo que atualmente a zona da mata pernambucana começa a explorar culturas de subsistência, além de fruticultura, hortaliças e plantações de flores. No agreste cidades como Garanhuns, Chã Grande e Gravatá passam a se dedicar à floricultura o estado se destaca na produçaõ de flores tropicais e tradicionais.

Além das flores, vêm crescendo as lavouras de café e as plantações de seringueiras. A fruticultura irrigada, produz, toneladas de frutas por ano, como uva, manga, melancia e banana. O pólo principal fica em Petrolina, no vale do rio São Francisco. Aumenta também a criação de cavalos e de gado bovino de leite e de corte. Pernambuco é ainda um dos maiores produtor nacional de ovos e de frangos de corte.

Na mineração, destacam-se a argila, calcário, ferro, gipsita, granito, ouro e quartzo. A Microrregião de Araripina destaca-se pela extração mineral da gipsita, onde localizam-se as maiores reservas do país, e é fornecedor de 95% do gesso consumido no Brasil.[93]

[editar] Setor secundário

Arranha-céus na área de Boa Viagem/Setúbal, no Recife. Nos últimos anos a cidade se tornou polo da construção civil no estado.

Entre 1997 e 1999, o Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado no litoral sul do estado, teve crescimento de 16,7%. Suape tem o poder de duplicar a renda de Pernambuco até 2020 e triplicar o PIB até 2030.[17] O estado tem a segunda maior produção industrial do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia. No período de outubro de 2005 a outubro de 2006, o crescimento industrial do estado foi o segundo maior do Brasil - 6,3%, mais do dobro da média nacional no mesmo período (2,3%).[94] A construção do Porto de Suape foi prevista para operar produtos combustíveis e cereais a granel, substituindo o Porto do Recife. Em 7 de novembro de 1978, uma lei estadual criou a empresa Suape Complexo Industrial Portuário para administrar o desenvolvimento das obras. Hoje o porto é um dos maiores do Brasil, administrado pelo governo de Pernambuco. Suape opera navios nos 365 dias do ano, sem restrições de horário de marés. Para auxiliar as operações de acostagem dos navios, o Porto dispõe de um sistema de monitoração de atracação de navios a laser, que possibilita um controle efetivo e seguro, oferecendo ao prático condições técnicas nos padrões dos portos mais importantes do mundo.

Recentemente Pernambuco foi escolhido para a implantação dos seguintes empreendimentos:

A matriz da multinacional pernambucana Acumuladores Moura S.A. (Baterias Moura) está localizada na cidade de Belo Jardim. A Baterias Moura fornece baterias para a metade dos carros fabricados no Brasil. O conglomerado pernambucano Queiroz Galvão reúne mais de 50 empresas nos segmentos de Construção, Desenvolvimento Imobiliário, Alimentos, Participações e Concessões, Óleo e Gás, Siderurgia e Engenharia Ambiental. O grupo está presente em todos os estados brasileiros assim como em países da América Latina e da África, exportando seus produtos para Estados Unidos, Canadá e Europa, e empregando cerca de 30.000 trabalhadores.[95] O Grupo Industrial João Santos, fundado em Pernambuco, é o produtor do Cimento Nassau e um dos mais importantes conglomerados industriais do país. Controla 24 empresas e mais de 60 estabelecimentos comerciais, com atividades nos ramos de papel e celulose, açúcar, transportes, comunicação e cimento, gerando 10 mil empregos diretos em vários estados brasileiros.[96][97]

[editar] Setor terciário

O RioMaR Shopping, que está sendo construído na Zona Sul do Recife, será o maior centro de compras do Norte-Nordeste.[98] Recife foi eleita por pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide como uma das 65 cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo.[9]

O RioMaR Shopping, que está sendo construído na Zona Sul do Recife, será o maior centro de compras do Norte-Nordeste.[98] O Grupo JCPM, conglomerado fundado pelo empresário sergipano João Carlos Paes Mendonça e sediado em Recife, é proprietário, entre outros centros comerciais no Nordeste, do Shopping Recife e do Salvador Shopping (dois dos maiores shoppings do país), além do Shopping Villa Lobos em São Paulo. Recife, capital de Pernambuco, foi eleita por pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide como uma das 65 cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo.[9] Apenas cinco capitais brasileiras entraram na lista: São Paulo, que foi a cidade brasileira mais bem colocada, na 12ª posição; Rio de Janeiro (36ª posição); Brasília (42ª); Recife (47ª); e por último Curitiba (49ª). Xangai e Pequim, na China, ocuparam as duas primeiras posições. Para compor o índice que elegeu as cidades com economia mais avançada nos mercados emergentes, foram considerados o ambiente econômico e comercial; crescimento e desenvolvimento econômico; ambiente de negócios; ambiente de serviços financeiros, conectividade comercial; conectividade de educação e TI; qualidade de vida urbana; e risco e segurança.

A Tupan, atacadista distribuidora de materiais de construção fundada em Serra Talhada, no Sertão do estado, é a maior empresa do ramo no Norte-Nordeste e a quinta maior do Brasil segundo o IBOPE.[99] O grupo atende mais de 12.000 clientes lojistas em todo o Norte-Nordeste, contando com três Centros de Distribuição, localizados em Pernambuco e Alagoas (Serra Talhada, Recife e Maceió), além de sete lojas de varejo sendo: quatro em Serra Talhada, duas em Recife e uma em Maceió. Possui ainda uma frota própria de 130 caminhões, 120 Representantes Comerciais e um efetivo de mais de 1.000 colaboradores.[100]

[editar] Ciência e tecnologia

O Porto Digital, localizado no bairro do Recife Antigo na capital pernambucana, é o maior parque tecnológico do Brasil e referência mundial na produção de softwares.[101][102][103] O Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn UFPE) fornece mão de obra para o polo, que abriga empresas como Motorola, Borland, Oracle, Sun, Nokia, Ogilvy, IBM e Microsoft.
Ver páginas anexas: Porto Digital e Moda Center Santa Cruz

Recife abriga o Porto Digital, reconhecido como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas,[102][103] totalizando 173 empresas em 2010, entre elas multinacionais como Motorola, Borland, Oracle, Sun, Nokia, Ogilvy, IBM e Microsoft.[18] Emprega cerca de seis mil pessoas, e tem 3,9% de participação no PIB do estado.[104]

O polo de confecções do Agreste se destaca no cenário nacional na fabricação de confecções com uso de tecnologia, Santa Cruz do Capibaribe é o principal ponto de escoação e vendas de confecções de Pernambuco, que com Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama formam o destacado triângulo das confecções. O Agreste pernambucano é o segundo maior produtor têxtil do Brasil, abarcando 13 cidades, em 2009, que se concentram pouco mais de 18 mil empresas do setor.[105] Com destaque para Santa Cruz do Capibaribe que possuí o maior parque de confecções da América Latina em sua categoria, o Moda Center Santa Cruz. Toritama se destaca na produção de Jeans sendo uma das maiores produtoras do Brasil e possui o Parque de Feiras onde fica concentrado o comércio da cidade, e onde é escoada toda a produção, rapidamente sendo que 15% das confecções feitas com jeans produzido no Brasil vem de Toritama. Já em Caruaru a produção é escoada através da Feira de Caruaru, é conhecida como a maior feira livre do mundo.

[editar] Papel de centralizador econômico

Por sua posição geográfica e disposições históricas, o estado atua como um centralizador econômico no Nordeste há séculos.

Num raio de 300 km do Recife, vivem vinte milhões de pessoas, mais da metade dos centros de pesquisa do Nordeste, quatro grandes portos e dois importantes aeroportos internacionais. Ao estender o raio para 800 km, se concentra 90% do PIB de toda a região Nordeste.[106] Isso se deve principalmente à posição central do estado e da RMR em relação ao Nordeste e da proximidade da cidade do Recife de outras capitais de estado como Natal, João Pessoa e Maceió, além de importantes centros urbanos interioranos como Campina Grande, Caruaru, Garanhuns e Arapiraca.

[editar] Turismo

Porto de Galinhas foi considerada por 10 vezes consecutivas a Melhor Praia do Brasil – segundo a Revista Viagem e Turismo, da Editora Abril.[107]

O turismo no estado de Pernambuco oferece diversas atrações históricas, naturais e culturais. As principais atrações turísticas do estado de Pernambuco são: Caruaru, Fernando de Noronha, Garanhuns, Goiana, Igarassu, Itamaracá, Olinda, Porto de Galinhas, Cabo de Santo Agostinho e Recife. A igreja católica mais antiga do país fica localizada em Igarassu e foi construída em 1535. O Galo da Madrugada é considerado o maior bloco carnavalesco do mundo, reunindo quase 2 milhões de pessoas. O litoral do estado de Pernambuco tem cerca de 187 km de extensão, entre praias e falésias, zonas urbanas e locais praticamente intocados, faz divisa ao norte com a Paraíba e ao sul com Alagoas. Além das praias, possui o arquipélago de Fernando de Noronha, Patrimônio Natural da Humanidade, e suas 16 praias. Pernambuco oferece dez rotas de turismo que vão do litoral ao interior criada pela EMPETUR , que visam explorar os principais pontos turisticos de cada região do estado, com as mais diversificadas funçoes turísticas como: Rural-Ecoturismo, Religiosas, Históricos-Culturais, Serranas, Praias e Diversificadas.

Fernando de Noronha em Pernambuco, um dos maiores pólos turísticos do país.

O Litoral Sul do estado, que têm cerca de 110 km de praias totalmente protegidas por corais, formando irresistíveis piscinas naturais de águas mornas, é famoso por diversas praias conhecidas nacional e internacionalmente, como Porto de Galinhas. Turistas de todo o país se hospedam nos luxuosos hotéis e resorts do litoral. Atualmente o litoral sul vive uma fase de progresso franco e rápido. Só na praia de Muro Alto, localizada no município de Ipojuca, foram investidos mais de R$ 70 milhões pela iniciativa privada para a construção de resorts de nível internacional, aptos a receber hóspedes de todos os países. Através do Programa de Desenvolvimento Integrado do Turismo, no litoral sul foram investidos US$ 25 milhões para obras de infra-estrutura, capacitação de mão-de-obra e preservação do patrimônio histórico. Com o Fundo de Amparo ao Trabalhador, foram capacitados cerca de 890 profissionais para a área de turismo. Pelo mesmo fundo, 2400 pessoas foram treinadas para trabalhar nas indústrias do litoral.[108]

As principais praias do Litoral sul são as dos municípios de: Recife (praias de: Boa Viagem e Pina), Jaboatão dos Guararapes (praias de: Barra de Jangada, Candeias, Piedade), Cabo de Santo Agostinho (praias de: Calhetas, Enseada dos Corais, Gaibu, Itapuama, Paiva, Paraíso, Suape e Xaréu), Ipojuca (praias de: Camboa, Cupe, Muro Alto, Pontal de Maracaípe, Porto de Galinhas e Serrambi), São José da Coroa Grande (praias de: São José da Coroa Grande Barra da Cruz, Gravatá e Várzea do Una), Sirinhaém (praias de: Barra de Sirinhaém, Guadalupe e Gamela), Tamandaré (praias de: Tamandaré, Mamocambinhas e dos Carneiros).

As praias de Piedade e Candeias são densamente habitadas, cercadas por altos edifícios de luxo. A partir de Itapuama, o padrão das praias passa a ser de longas faixas de areia pouco habitadas, onde é praticado pelos nativos pesca e artesanato, e se encontram os diversos hotéis e resorts.

A economia do litoral sul não-urbano é baseado em turismo e artesanato. Em Porto de Galinhas, há diversos restaurantes, bares, lojas de artesanato e de artigos de mergulho, equipamentos de lazer e entretenimento, casas de shows, além de dezenas de hotéis e pousadas.

O Litoral Norte do Estado é mais densamente habitado do que o litoral sul, quase urbanizado por completo desde a Região Metropolitana do Recife até a divisa da Paraíba. Tem um dos sítios históricos mais importantes da região, como os municípios de Olinda, Itamaracá e Goiana, que começaram a ser povoados em 1508. Construções do brasil-colônia, como o Forte Orange, são muito visitadas por turistas que passam pela região.

Além das praias, também é conhecido por ter o Veneza Water Park, um dos maiores parques aquáticos do Brasil, situa-se na praia de Marinha Farinha, bairro da cidade de Paulista, região metropolitana do Recife.

As principais praias do Litoral Norte são as dos municípios de:

Paulista (praias de: Maria Farinha, Conceição, Pau Amarelo e Janga), Goiana (praias de: Pontas de Pedra, Carne de Vaca, Catuama, Barra de Catuama e Atapuz), Itamaracá (praias de: Itamaracá e Gavoa), Olinda (praias de: Rio Doce e Casa Caiada).

O Arquipélago de Fernando de Noronha é administrado pelo estado, formado por 21 ilhas e ilhotas, e 16 praias, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a leste do estado do Rio Grande do Norte. Constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988. Fernando de Noronha possui belas praias, algumas delas entre as mais bonitas de todo o país, além de ser considerada o melhor lugar para a prática de Surf de todo o Brasil, é nest a ilha queocorrem os principais campeonatos da modalidade no país; Os principais pontos turísticos de Fernando de Noronha são:

Forte de Nossa Senhora dos Remédios de Fernando de Noronha, Vila dos Remédios, Praia da Conceição ou de Italcable, Praia do Boldró na Vila Boldró, Baía dos Porcos, Baía do Sancho (baía de águas transparentes, cercada por falésias cobertas de vegetação), Baía dos Golfinhos ou Enseada de Pedra, Praia da Cacimba do Padre, Praia do Leão, Morro Dois Irmãos, Reduto de São Joaquim de Fernando de Noronha, Reduto de Santa Cruz do Morro do Pico de Fernando de Noronha e Reduto de Santana de Fernando de Noronha. Todo o arquipélago é tombado pelo Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

[editar] Infraestrutura

[editar] Educação

Resultados no ENEM
Ano↓ Portugues↓ Redação↓
2006[109]
Média
35,97 (9º)
36,90
51,01 (13º)
52,08
2007[110]
Média
49,75 (10º)
51,52
55,35 (12º)
55,99
2008[111]
Média
40,05 (10º)
41,69
57,29 (21º)
59,35
A Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco é a segunda melhor do Brasil, com aproveitamento de 81,3% no Exame de Ordem (2010.1).[112]

As principais instalações educacionais do estado estão concentradas na capital, que conta com a sétima melhor universidade federal do país e a vigésima segunda da América Latina, a UFPE.[113]

Pernambuco tem suas principais faculdades e universidades fundadas no século XIX e XX. Algumas se destacaram nacionalmente. A centenária Faculdade de Direito do Recife, hoje vinculada à UFPE, fundada a 11 de agosto de 1827, foi o primeiro curso superior de direito do Brasil, juntamente com o curso de São Paulo, ainda sob governo de Dom Pedro I. Nela importantes nomes da história brasileira estudaram, destacando, dentre inúmeros outros expoentes, Barão do Rio Branco , Castro Alves , Clóvis Bevilaqua , Tobias Barreto , Joaquim Nabuco , Eusébio de Queirós , Teixeira de Freitas , Marquês de Paranaguá , Epitácio Pessoa , Assis Chateaubriand , José Lins do Rego e Pontes de Miranda. Ainda hoje a festejada faculdade de Direito do Recife, honrando sua tradição, é um centro de excelência no ensino do direito, estando, tanto em nivel de graduação como de pós-graduação, entre os cinco melhores cursos jurídicos do Brasil, segundo a OAB e o MEC.[114]

Centro de Tecnologia e Geociências, UFPE.

A UFPE, que, completou 60 anos em 2006, é uma das mais antigas instituições federais do Brasil. Há também a Universidade Federal Rural de Penambuco UFRPE, fundada em 1912 como Escola Superior de Agricultura, hoje a instituição desenvolve suas atividades voltadas para a busca intensa do conhecimento científico nas áreas de Ciências Agrárias, Humanas e Sociais, Biológicas, Exatas e da Terra. O Estado possui dois Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano), antigos CEFETs e escolas técnica e agrotécnicas federais, que além de se dedicarem ao ensino técnico, a quase 100 anos, têm oferecido com excelência cursos superiores tecnológicos. Outra instituição importante é a UPE, Universidade de Pernambuco, antiga FESP, que é uma universidade estadual com campus avançados em várias cidades do interior do estado.[115] A Univasf é a primeira Universidade Federal implantada no sertão nordestino.[116] Está situada nos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí, com sede na cidade de Petrolina em Pernambuco. Iniciou suas atividades acadêmicas em 2004.[117]

A Univasf é a primeira Universidade Federal implantada no sertão nordestino.[116] Está situada nos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí, com sede na cidade de Petrolina em Pernambuco. Iniciou suas atividades acadêmicas em 2004.[117]

Pernambuco se destaca no ensino tecnológico. O Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn UFPE), responsável pelos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia da Computação, é grande fornecedor de mão de obra especializada em tecnologia para a Microsoft.[118][119] A UFPE foi uma cinco instituições de ensino selecionadas em todo o mundo para o programa mundial de pesquisas da Microsoft, o que permitiu o seu acesso ao código-fonte dos componentes do Visual Studio. As outras quatro universidades selecionadas foram a Yale University (Estados Unidos); a Monash University (Austrália); a University of Hull (Inglaterra); além da UNESP, sendo o Brasil o único país que teve duas universidades escolhidas.[120] A UFPE foi homenageada pela Microsoft pela participação dos alunos do Centro de Informática da instituição na Imagine Cup, evento promovido dela empresa que é considerada a "copa do mundo de computação". A homenagem aconteceu durante a apresentação pública dos projetos vencedores do Imagine Cup 2009, e vem se repetindo desde 2003, já que alunos pernambucanos vêm vencendo a competição desde então.[121] Alunos do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Pernambuco participaram em 2011 da Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS e garantiram vaga para a Baja SAE Kansas, nos Estados Unidos. Apenas a UFPE e duas universidades paulistas, USP e FEI, conquistaram o direito de representar o Brasil na edição internacional da competição.[122]

[editar] Saúde


Mortalidade infantil 37,7 por mil nascimentos [123]
Médicos 12,6 por 10mil hab.
Leitos hospitalares 2,7 por 1000 hab.

Apesar da grande carência de instalações de saúde básicas no interior do estado, a capital possui dezenas de grandes hospitais e três grandes hospitais públicos (da Restauração, Barão de Lucena e Getúlio Vargas; além do Hospital das Clínicas da UFPE). O Hospital da Restauração é a maior emergência pública e o mais complexo serviço de urgência e trauma do Norte-Nordeste,[124] recebendo pacientes de todo o estado e de estados vizinhos. O HR, referência nas áreas de trauma, neurocirurgia, neurologia, cirurgia geral, clínica médica e ortopedia, possui 482 leitos registrados no Ministério da Saúde (MS), mas, incluindo os extras, funciona com um total de 723 leitos para atender a demanda que lhe é submetida. Desde junho de 2010, a antiga Emergência Geral foi desmembrada em três emergências com entradas e espaços independentes: Emergência Pediátrica, Emergência Traumatológica e Emergência Clínica.[124]

Os hospitais particulares do Recife, equipados com máquinas de última geração, fazem da capital Recife o segundo maior polo médico e hospitalar do Brasil.[125][126]

[editar] Transportes

Aeroporto Internacional do Recife, é o maior do Nordeste em capacidade anual de passageiros.[127]

A principal forma de transporte do estado são rodovias. As mais importantes são a BR-101, que, avançando pela costa pernambucana, liga o norte ao sul do estado, passando pela RMR, e a BR-232, ligando a capital ao interior do estado, no sentido leste-oeste.

Portos e aeroportos

O estado tem dois aeroportos internacionais. O Aeroporto Internacional do Recife - Gilberto Freyre é o maior aeroporto do Norte-Nordeste, com uma pista de 3305 m e capacidade para 9 milhões de passageiros ao ano.[128] É um dos mais modernos aeroportos do Brasil,[129] tendo sido eleito um dos 5 melhores aeroportos do mundo pelas companhias de aviação.[130] O Aeroporto de Petrolina possui a segunda maior pista de pouso do Nordeste e o seu principal emprego é no transporte da produção de frutas do Vale do São Francisco para o exterior. Veja lista de aeroportos de Pernambuco.

Malha viária do estado

Pernambuco apresenta dois portos marítimos: o de Suape, segundo maior do Brasil, localizado no município de Ipojuca, e o do Recife, um dos mais antigos do Brasil, que muitos estudiosos afirmam ter dado início ao Recife, possui também o porto fluvial de Petrolina.

Rodovias mais importantes:

[editar] Ferrovias

Pernambuco conta com 900 quilômetros de ferrovias, interligadas a portos e outras ferrovias, utilizados, em sua quase totalidade, para o escoamento de produtos. A Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) opera três linhas troncos que concorrem para o Recife. O tronco norte liga os portos pernambucanos às capitais dos estados situados ao norte de Pernambuco e o tronco liga o estado às cidades de Maceió(capital de Alagoas) e Aracaju (capital de Sergipe). O tronco oeste liga os portos da Região Metropolitana de Recife às cidades do interior pernambucano, servindo as principais regiões produtoras.[131]

O estado teve uma das primeiras ferrovias do país - a Recife-Cabo de Santo Agostinho, inaugurada a 8 de setembro de 1855, ainda no Brasil Império, construída para transporte de passageiros e carga. Logo após completada, foram iniciados os trechos Ipojuca-Olinda-Escada e em seguida Limoeiro-Ribeirão-Água Preta-Palmares. Em 1882, foi completado o trecho Palmares-Catende, seguido de Garanhuns (1887), Mimoso (1911), Arcoverde (1912) e Salgueiro.

A novidade provocou curiosidade e festividade entre os recifenses. Em sua estreia, o trem da linha Recife-Cabo, partindo do Forte das Cinco Pontas transportou mais de 400 pessoas. A locomotiva partiu às 12h e 30 minutos depois atingiu o ponto de chegada, onde uma multidão aguardava.

A Transnordestina consiste em 1758 km de ferrovias interligando o porto de suape ao porto de pecém, foi sugerida já no século XIX, mas só em 2006 foi concebido um investimento R$ 1,3 bilhão será uma importante conexão com o litoral com o Sertão.

O Metrô do Recife foi inaugurado em março de 1985, com a linha Werneck-Centro, de 6,2 km de extensão. Seguiram-se construções de outras estações, e em outubro de 1986 chegou ao Terminal Integrado de Passageiros, TIP (rodoviária do Recife). Atualmente estão sendo feitas obras para a expansão da rede em direção ao aeroporto, apresentando projeto de integração com o mesmo.

O Terminal Integrado de Passageiros foi inaugurada a outubro de 1986, sendo a segunda maior estação rodoviária do país. Ocupa 446.000 m², e possui diversas lojas em seus quatro pisos.

[editar] Culinária pernambucana

O bolo de rolo, um dos símbolos pernambucanos.

A culinária pernambucana foi influenciada diretamente pelas culturas portuguesa, africana e indígena. Diversas receitas originais provenientes de outros continentes foram adaptadas com ingredientes encontrados com facilidade na região, resultando em combinações únicas de sabores, cores e aromas.

Os pratos mais conhecidos são: a carne de sol, a tapioca, o arrumadinho de charque, o queijo de coalho, o escondidinho de charque, o sarapatel, o sururu, a caldeirada, o cozido e o feijão de côco, entre outros. Entre as sobremesas podemos citar: o bolo de rolo, bolo pé de moleque, bolo de macaxeira e o sorvete de tapioca.

O bolo de rolo e a tapioca receberam, por lei, status de patrimônio imaterial de Pernambuco e de Olinda, respectivamente.

[editar] Personalidades

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Paulo Freire Joaquim Nabuco Cristovam Buarque
Mário Schenberg Gilberto Freyre Luiz Inácio Lula da Silva
Arlindo Grund Marco Nanini Alceu Valença
Lenine Virgínia Cavendish Michelle Loreto

Pernambuco é o berço de personalidades nacionais e internacionais. Pessoas que se destacaram e se descacam em todas as áreas do conhecimento, assim como nas artes, no esporte e na política.[132]

[editar] Ver também

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Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 22 de julho 2010.
  2. Estimativas do IBGE para 1º de julho de 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009).
  3. Produto Interno Bruto a Preços Correntes e Produto Interno Bruto Per Capita segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 13 de fevereiro de 2011.
  4. Síntese dos Inidicadores Sociais 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 19 de setembro de 2010.
  5. Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
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  12. Carvalho, Ana & Costa, Florença. Feliz aniversário. Istoé. Página visitada em 15 de dezembro de 2010.
  13. Suape Global segue em busca de novos parceiros em todo o mundo. SUAPE. Página visitada em 15 de dezembro de 2010.
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[editar] Bibliografia

  • Martin, Gabriela. Pré-história do Nordeste do Brasil. Recife: Editora da Universidade Federal de Pernambuco, 1996. ISBN 8573150831
  • Vários. Almanaque Abril 2007. São Paulo: Abril, 2007. 692-693 p.
  • Vários. Grande Enciclopédia Larousse Cultural. Santana do Parnaíba: Plural, 1998. 4558-1561 p. vol. XIX. ISBN 85-13-00773-0

[editar] Ligações externas

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Olinda

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"Capital da Cultura"
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Bandeira de Olinda
Brasão de Olinda
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 12 de março
Fundação 12 de março de 1535 (476 anos)
Gentílico olindense
Prefeito(a) Renildo Calheiros (PCdoB)
(20092012)
Localização
Localização de Olinda
Localização em Pernambuco
Olinda está localizado na Brasil
Localização no Brasil
08° 00' 32" S 34° 51' 18" O
Unidade federativa Pernambuco
Mesorregião Metropolitana de Recife IBGE/2008 [1]
Microrregião Recife IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Recife
Municípios limítrofes Recife e Paulista
Distância até a capital 7 km
Características geográficas
Área 43,548 km² [2]
População 375 559 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 8 624,02 hab./km²
Altitude 16 m
Clima Tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,801
elevado PNUD/2000 [4]
PIB R$ 2 383 898,025 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 037,48 IBGE/2008[5]

Olinda é um município brasileiro do estado de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife, com 375 559 habitantes,[3] sendo uma das mais bem preservadas cidades coloniais do Brasil. Foi a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1982.

Índice

[esconder]

[editar] Etimologia

Um mito popular diz que o nome Olinda teria a sua origem numa suposta exclamação do fidalgo português Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco – "Oh, linda situação para se construir uma vila!".

[editar] História

Localizada no estado de Pernambuco, é uma das mais antigas cidades brasileiras, tendo sido fundada (ainda como um povoado) em 1535 por Duarte Coelho. O donatário fez tudo pelo desenvolvimento da terra. Fundou o primeiro engenho de açúcar, desenvolveu a agricultura, estabeleceu um livro de Tombo e em 1537 foi elevada a vila no dia 12 de março. Duarte Coelho ordenou a construção de um edifício destinado ao funcionamento da Câmara do Senado de Olinda, prédio este doado, em 1676, ao primeiro bispo de Olinda, Dom Estevam Brioso de Oliveira, que o converteu em um palácio episcopal, tudo que ainda hoje conserva. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses devido à sua localização. Segundo a concepção holandesa de fortificação, Olinda detinha um perfil de difícil defesa. Diante disso, a sede foi transferida para o Recife.

Em 1630, Olinda foi tomada pelos holandeses que a incendiaram no ano seguinte; em 1654, os portugueses retomaram o poder e expulsaram os holandeses. Olinda volta a ser capital de Pernambuco, muito embora os governadores residissem no Recife.Por volta de 1800, com a fundação do Seminário Diocesano e, em 1828, do Curso Jurídico, transformou-se num burgo de estudantes. Deixou de ser a Capital da Província em 1837, perdendo o título de capital para o Recife.

Sob certos aspectos Olinda rivalizava com a metrópole portuguesa. Seus velhos sobrados tinham dobradiças de bronze, enquanto as igrejas, principalmente a Sé, ostentavam em suas portas principais dobradiças de prata e chaves fundidas em ouro.

Foi no Senado da Câmara de Olinda que, a 10 de novembro de 1710, o sargento mor Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em prol da independência nacional.

Os primeiros cursos jurídicos do Brasil, criados pelo Decreto Imperial de 11 de agosto de 1827, foram inaugurados solenemente no mosteiro de São Bento, a 15 de maio de 1828. Antes de sua transferência para o Recife, os Cursos Jurídicos funcionaram no prédio em que atualmente se encontra a prefeitura.

[editar] Demografia

Vista do alto da Sé de Olinda com o Recife ao fundo.

Olinda tem uma população de cerca de 377 000 no total (360 554 na zona urbana), e uma área de 37,9 km², fazendo parte da Região Metropolitana do Recife, e localiza-se a uma distância de 6 km de Recife, capital do estado. Faz limite ao norte com Paulista, ao sul e oeste com Recife, a leste com Oceano Atlântico. Olinda foi o ponto de partida, não só para o povoamento do interior pernambucano, mas também para a ocupação dos estados Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. Somente Sergipe e Piauí, por terem sido povoados pelos baianos, não devem sua ocupação a Pernambuco.

[editar] Economia

Olinda é um município essencialmente habitacional, comercial e turístico. Pode-se dizer que é uma "semicidade dormitório", em relação à capital pernambucana, a vizinha Recife. Os habitantes são majoritariamente de classe média e de classe baixa.

[editar] Infra-estrutura

Farol de Olinda.

[editar] Educação

Instituições de ensino superior

[editar] Cultura

Vista aérea do Sítio Histórico de Olinda
O breakdance, atividade cultural realizada nas regiões mais pobres do município.

Além de sua beleza natural, Olinda é também um dos mais importantes centros culturais do Brasil. Foi declarada, em 1982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Em 2005, Olinda foi eleita a primeira Capital Brasileira da Cultura para o ano de 2006.

Foi a primeira vez que o Brasil elegeu uma capital cultural. O projeto é uma iniciativa da organização Capital Brasileira da Cultura (CBC), com o apoio dos Ministérios da Cultura e do Turismo e da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Olinda revive o esplendor de seu passado todos os anos durante o Carnaval de Olinda, ao som do frevo, do maracatu e outros ritmos originais de Pernambuco. Há bonecos gigantes, nos quais cabe um homem apenas em suas pernas para ampará-lo; e blocos carnavalescos (com temáticas variadas, de grupos variados, geralmente acompanhados de orquestras de frevo, e/ou grupos de maracatus). É costume dos jovens molhar os transeuntes com pistolas d'água. Vários grupos também se fantasiam, seja qual for o personagem, em geral com a intenção de chamar a atenção para si, fazer uma crítica social, animar com brincadeiras, e atrair parceiros.

Durante todo o ano, em especial no sítio histórico de Olinda, há eventos culturais, como feirinhas de artesanato, reggaes, sambas, maracatus e afoxés. Também há ambientes mais intimistas, como casas de festas, bares e restaurantes culturais - com noites literárias, excelente gastronomia, música ao vivo etc. Circulam no meio crianças, jovens e adultos dos mais variados estilos. Também há outras localidades, à beira-mar, onde a noite é freqüentada por diversas pessoas.

Também são símbolos culturais da cidade a comida típica tapioca e o farol de Olinda.

[editar] Cometa Olinda

Em 1860, o astrônomo francês Emmanuel Liais descobriu, no Observatório do Alto da Sé, o primeiro cometa relatado a partir de observações na América Latina e o único descoberto no Brasil, que recebeu a denominação de cometa Olinda [6].

Vista do alto da Sé de Olinda com o Recife ao fundo.
Vista do alto da Sé de Olinda com o Recife ao fundo.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
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  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. /http://www.grandebrasil.com.br/Brasil/PE_Pernambuco/?Cidade_Olinda+5362

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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Um comentário:

  1. Os índios que escaparam de massacres (GENOCÍDIOS), cansados de serem explorados, se rebelaram contra os brancos e fugiram para o interior das matas/florestas, daí foi necessário arranjar um outro tipo de mão-de-obra: os escravos negros/africanos, pois a África (colônia de Portugal) também foi dominada e explorada, ou seja, a 2ª mão-de-obra (de trabalho)

    O pau-brasil já era escasso e havia perdido valor comercial, daí a necessidade de substituí-lo por outro. O 2ª produto de exploração: a cana-de-açúcar

    Foi durante o período BARROCO (seiscentista), que ocorreram as INVASÕES HOLANDESAS ao/no NORDESTE. Nesse período, Recife – Pernambuco ganhou importância, pois era a melhor região com terra (solo de massapé) apropriada para o plantio da cana-de-açúcar.

    * (H)OLINDA – em homenagem à HOLANDA

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