segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Paraíba



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estado da Paraíba
Bandeira da Paraíba
Brasão de Armas da Paraíba
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino da Paraíba
Gentílico: Paraibano

Localização da Paraíba no Brasil

Localização
- Região Nordeste
- Estados limítrofes Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará
- Mesorregiões 4
- Microrregiões 23
- Municípios 223
Capital João Pessoa
Governo 2011 a 2015
- Governador(a) Ricardo Coutinho (PSB)
- Vice-governador(a) Rômulo Gouveia (PSD)
- Deputados federais 12
- Deputados estaduais 36
- Senadores Wilson Santiago (PMDB)
Cícero Lucena (PSDB)
Vital do Rêgo Filho (PMDB)
Área
- Total 56 439,838 km² (21º) [1]
População 2010
- Estimativa 3 766 834 hab. (13º)[2]
- Densidade 66,74 hab./km² ()
Economia 2007
- PIB R$22.202.000.000 (19º)
- PIB per capita R$6.097 (24º)
Indicadores 2008[3]
- Esper. de vida 69,4 anos (23º)
- Mort. infantil 36,5‰ nasc. (24º)
- Analfabetismo 23,5% (25º)
- IDH (2005) 0,718 (24º) – médio[4]
Fuso horário UTC-3
Clima tropical e semi-árido Bs'h
Cód. ISO 3166-2 BR-PB
Site governamental www.pb.gov.br

Mapa da Paraíba

A Paraíba é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situada a leste da região Nordeste e tem como limites o estado do Rio Grande do Norte ao norte, o Oceano Atlântico a leste, Pernambuco ao sul e o Ceará a oeste. Ocupa uma área de 56.439 km² (pouco menor que a Croácia).

A capital do Estado é a cidade de João Pessoa, outras cidades importantes são: Campina Grande, Santa Rita, Patos, Sousa, Cajazeiras, Guarabira, Cabedelo, Pombal, e Sapé . O relevo é modesto, mas não muito baixo, 66% do território se encontra entre 300 e 900 m de altitude.

Da Paraíba surgiram alguns dos mais notáveis poetas e escritores brasileiros como Augusto dos Anjos (1884-1908), José Américo de Almeida (1887-1980), José Lins do Rêgo (1901-1957), W.J Solha (1941 - ) e Pedro Américo (1843-1905) (mais conhecidos por suas pinturas históricas).

Na Paraíba encontra-se o ponto mais oriental das Américas, conhecido como a Ponta do Seixas, em João Pessoa. Devido a sua localização geográfica privilegiada (extremo oriental das Américas), a cidade de João Pessoa é conhecida turisticamente como "a cidade onde o sol nasce primeiro".

Além disso, é na Paraíba onde realiza-se todos os anos, na cidade de Campina Grande, "O Maior São João do Mundo", considerada pela Embratur a maior festa junina do país.


Índice

[esconder]

[editar] História

A História da Paraíba começa antes do descobrimento do Brasil, quando o litoral do atual território do estado era povoado pelos índios tabajaras e potiguaras. A província foi fundada em 05 de agosto de 1585, tornando-se estado com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.


[editar] Antecedentes da conquista da Paraíba

Demorou um certo tempo para que Portugal começasse a explorar economicamente o Brasil, uma vez que os interesses lusitanos estavam voltados para o comércio de especiarias nas Índias, e além disso, não havia nenhuma riqueza na costa brasileira que chamasse tanta atenção quanto o ouro, encontrado nas colônias espanholas, minério este que tornara uma nação muito poderosa na época.

Devido ao desinteresse lusitano, piratas e corsários começaram a extrair o pau-brasil, madeira muito encontrada no Brasil-colônia, e especial devido a extração de um pigmento, usado para tingir tecidos na Europa. Esses invasores eram em sua maioria franceses, e logo que chegaram no Brasil fizeram amizades com os índios, possibilitando entre eles uma relação comercial conhecida como "escambo", na qual o trabalho indígena era trocado por alguma manufatura sem valor.

Mapa da capitania da Paraíba, 1698.

Com o objetivo de povoá-la, a colônia portuguesa foi dividida em quinze capitanias, para doze donatários. Entre elas destacam-se a capitania de Itamaracá, a qual se estendia do rio Santa Cruz até a Baía da Traição. Inicialmente essa capitania foi doada à Pero Lopes de Sousa, que não pôde assumir, vindo em seu lugar o administrador Francisco Braga, que devido a uma rivalidade com Duarte Coelho, deixou a capitania em falência, dando lugar a João Gonçalves, que realizou algumas benfeitorias na capitania como a fundação da Vila da Conceição e a construção de engenhos.

Após a morte de João Gonçalves, a capitania entrou em declínio, ficando à mercê de malfeitores e propiciando a continuidade do contrabando de madeira.

Engenho na Paraíba, 1645.

Em 1574 aconteceu um incidente conhecido como "Tragédia de Tracunhaém", no qual índios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunhaém em Pernambuco. Esse episódio ocorreu devido ao rapto e posterior desaparecimento de uma índia, filha do cacique potiguar, no Engenho de Tracunhaém. Após receber a comitiva constituída pela índia e seus irmãos, vindos de viagem, após resgatar a índia raptada, para pernoite em sua casa, um senhor de engenho, Diogo Dias, provavelmente escondeu-a, de modo que quando amanheceu o dia a moça havia desaparecido e seus irmãos voltaram para sua tribo sem a índia. Seu pai ainda apelou para as autoridades, enviando emissários a Pernambuco sem o menor sucesso. Os franceses que se encontravam na Paraíba estimularam os potiguaras à luta. Pouco tempo depois, todos os chefes potiguaras se reuniram, movimentaram guerreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte e atacaram o engenho de Diogo Dias. Foram centenas de índios que, ardilosamente, se acercaram do engenho e realizaram um verdadeira chacina a morte de todos que encontraram pela frente: proprietários, colonos e escravos, seguindo-se o incêndio do engenho.

Após esta tragédia, D. João III, rei de Portugal, desmembrou Itamaracá, dando formação à capitania do Rio Paraíba.

Existia uma grande preocupação por parte dos lusitanos em conquistar a capitania que atualmente é a Paraíba, pois havia a garantia do progresso da capitania pernambucana, a quebrada aliança entre Potiguaras e franceses, e ainda, estender sua colonização ao norte.

[editar] Expedições para a conquista

Brasão da Capitania da Paraíba.

Quando o governador-geral D. Luís de Brito recebeu a ordem para separar Itamaracá, recebeu também do rei de Portugal a ordem de punir os índios responsáveis pelo massacre, expulsar os franceses e fundar uma cidade. Assim começaram as cinco expedições para a conquista da Paraíba. Para isso o rei D. Sebastião mandou primeiramente o ouvidor-geral D. Fernão da Silva.

I Expedição (1574): O comandante desta expedição foi o ouvidor-geral D. Fernão da Silva. Ao chegar no Brasil, Fernão tomou posse das terras em nome do rei sem que houvesse nenhuma resistência, mas isso foi apenas uma armadilha. Sua tropa foi surpreendida por indígenas e teve que recuar para Pernambuco.

II Expedição (1575): Quem comandou a segunda expedição foi o governador-geral, D. Luís de Brito. Sua expedição foi prejudicada por ventos desfavoráveis e eles nem chegaram sequer às terras paraibanas. Três anos depois outro governador-geral Lourenço Veiga, tenta conquistar a o Rio Paraíba, não obtendo êxito.

III Expedição (1579): Ainda sob forte domínio "de fato" dos franceses, foi concedida, por dez anos, ao capitão Frutuoso Barbosa a capitania da Paraíba, desmembrada de Olinda. Essa ideia só lhe trouxe prejuízos, uma vez que quando estava vindo à Paraíba, caiu sobre sua frota uma forte tormenta e além de ter que recuar até Portugal, ele perdeu sua esposa .

IV Expedição (1582): Com a mesma proposta imposta por ele na expedição anterior, Frutuoso Barbosa volta decidido a conquistar a Paraíba, mas cai na armadilha dos índios e do franceses. Barbosa desiste após perder um filho em combate.

V Expedição (1584): Após a sua chegada à Paraíba, Frutuoso Barbosa capturou cinco navios de traficantes franceses, solicitando mais tropas de Pernambuco e da Bahia para assegurar os interesses portugueses na região. Nesse mesmo ano, da Bahia vieram reforços através de uma esquadra comandada por Diogo Flores de Valdés, e de Pernambuco tropas sob o comando de D. Filipe de Moura. Conseguiram finalmente expulsar os franceses e conquistar a Paraíba. Após a conquista, eles construíram os fortes de São Tiago e São Filipe.


[editar] Conquista da Paraíba

Para as jornadas, o ouvidor-geral Martim Leitão formou uma tropa constituída por brancos, índios, escravos e até religiosos. Quando aqui chegaram se depararam com índios que sem defesa, fogem e são aprisionados. Ao saber que eram índios tabajaras, Martim Leitão manda soltá-los, afirmando que sua luta era contra os potiguaras (rivais dos tabajaras). Após o incidente, Leitão procurou formar uma aliança com os tabajaras, que por temerem outra traição, a rejeitaram.

Depois de um certo tempo Leitão e sua tropa finalmente chegaram aos fortes São Filipe e Santiago, ambos em decadência e miséria devido as intrigas entre espanhóis e portugueses. Com isso Martim Leitão nomeou o espanhol conhecido como Francisco Castrejón para o cargo de Frutuoso Barbosa. A troca só fez piorar a situação. Ao saber que Castrejón havia abandonado, destruído o Forte e jogado toda a sua artilharia ao mar, Leitão o prendeu e o enviou de volta à Espanha.

Quando ninguém esperava, os portugueses unem-se aos tabajaras, fazendo com que os potiguaras recuassem. Isto se deu no início de agosto de 1585. A conquista da Paraíba se deu no final de tudo através da união de um português e um chefe indígena chamado Pirajibe, palavra que significa "Braço de Peixe".


[editar] Fundação da Paraíba

Martim Leitão trouxe pedreiros, carpinteiros, engenheiros e outros para edificar a Cidade de Nossa Senhora das Neves. Com o início das obras, Leitão foi a Baía da Traição expulsar o resto dos franceses que permaneciam na Paraíba. Leitão nomeou João Tavares para ser o capitão do Forte. Na Paraíba teve-se a terceira cidade a ser fundada no Brasil e a última do século XVI.

[editar] Geografia

Possui clima tropical úmido no litoral, com chuvas abundantes. À medida que se desloca para o interior, depois da Serra da Borborema, o clima torna-se semi-árido e sujeito a estiagens prolongadas e precipitações abaixo dos 500mm. As temperaturas médias anuais ultrapassam os 26 ℃, com algumas exceções no Planalto da Borborema, onde a temperatura média é de 24 ℃.

[editar] Reservas Naturais

  • Mata de Pacatuba (266,53 hec.)
  • Área de Proteção Ambiental das Onças
  • Estação Ecológica do Pau-Brasil
  • Jardim Botânico Benjamim Maranhão (Mata do Buraquinho)
  • Monumento Natural Vale dos Dinossauros
  • Parque Estadual do Aratu (Mata do Aratu)
  • Parque Estadual Pedra da Boca
  • Reserva Biológica Guaribas
  • Reserva Ecológica Mata do Rio Vermelho
  • Reserva da Usina São João(Proibido Desmatamento)
  • Reservas de manguezais e da caatinga e cerrado

[editar] Relevo

Imagem de satélite do relevo da Paraíba.

A maior parte do território paraibano é constituída por rochas resistentes, e bastante antigas, que remontam a era pré-cambriana com mais de 2,5 bilhões de anos.

Elas formam um complexo cristalino que favorecem a ocorrência de minerais metálicos, não metálicos e gemas. Os sítios arqueológicos e paleontológicos, também resultam da idade geológica desses terrenos.

  • No litoral temos a Planície Litorânea que é formada pelas praias e terras arenosas.
  • Na região da mata, temos os tabuleiros que são formados por acúmulos de terras que descem de lugares altos.
Pedra da Boca de Araruna

O Planalto da Borborema ou Chapada da Borborema é o mais marcante acidente do relevo do estado. Na Paraíba ele tem um papel fundamental no conjunto do relevo, rede hidrográfica e nos climas. As serras e chapadas atingem altitudes que variam de 300 a 800 metros de altitude.

A Serra de Teixeira é uma das mais conhecidas, com uma altitude média de 700 metros, onde se encontra o ponto culminante da Paraíba, a saliência do Pico do Jabre, que tem uma altitude de 1.197 metros acima do nível do mar, e fica localizado no município de Matureia.

[editar] Hidrografia

Na hidrografia da Paraíba, os rios fazem parte de dois setores, Rios Litorâneos e Rios Sertanejos. O estado encontra-se com 97,78% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).[5]

Rios Litorâneos - são rios que nascem na Serra da Borborema e vão em busca do litoral paraibano, para desaguar no Oceano Atlântico. Entre estes tipos de rios podemos destacar: o Rio Paraíba, que nasce no alto da Serra de Jabitacá, no município de Monteiro, com uma extensão de 360 km de curso d'água e o maior rio do estado. Também podemos destacar outros rios, como o Rio Curimataú e o Rio Mamanguape.

Rios Sertanejos - são rios que vão em direção ao norte em busca de terras baixas e desaguando no litoral do Rio Grande do Norte. O rio mais importante deste grupo é o Rio Piranhas, que nasce na Serra do Bongá, perto da divisa com o estado do Ceará. Esse rio é muito importante para Sertão da Paraíba, pois através desse rio é feita a irrigação de grandes extensões de terras no sertão. Tem ainda outros rios, como o Rio do Peixe, Rio Piancó e o Rio Espinhara, todos afluentes do Rio Piranhas. Os rios da Paraíba estão inseridos na Bacia do Atlântico Nordeste Oriental e apenas os rios que nascem na Serra da Borborema e na Planície Litorânea são perenes. Os outros rios são temporários e correm em direção ao norte, desaguando no litoral do Rio Grande do Norte.

Vista da Pedra do Cordeiro município de Belém.

[editar] Vegetação

A vegetação litorânea do estado da Paraíba apresenta, matas, manguezais e cerrados, que recebem a denominação de "tabuleiro", formado por gramíneas e arbustos tortuosos, predominantemente representados, entre outras espécies por batiputás e mangabeiras. Formadas por floresta Atlântica, as matas registram a presença de árvores altas, sempre verdes, como a peroba e a sucupira. Localizados nos estuários, os manguezais apresentam árvores com raízes de suporte, adaptadas à sobrevivência neste tipo de ambiente natural.

A vegetação nativa do planalto da Borborema e do Sertão caracteriza-se pela presença da caatinga, devido ao clima quente e seco característico da região. A caatinga pode ser do tipo arbóreo, com espécies como a baraúna, ou arbustivo representado, entre outras espécies pelo xique-xique e o mandacaru.

[editar] Demografia

Demografia da Paraíba
Ficha técnica
População 3.766.528 (2010).
Densidade 64,52 hab./km² (2007).
Crescimento demográfico 0,8% ao ano (1991-2000).
População urbana 71,1% (2000).
Domicílios 849.378 (2000).
Carência habitacional 139.257 (est. 2000).
Acesso à água 68,8% (2000)
Acesso à rede de esgoto 39% (2000).
IDH (2005) 0,718 - médio
Número de Municípios 223.[6]

Segundo dados estatísticos do IBGE, a Paraíba contava em 2009 com uma população é de 3.769.977, correspondente a 1,9% da população nacional, sendo a Paraíba uma das unidades da federação de menor superfície. Um censo de 2000, diz que a população urbana da Paraíba é de 71,1%. A densidade demográfica estadual é de 64,52 hab./km². A população da Paraíba é em sua maioria Parda, somando 52,29%, seguido pelos Brancos, com 42,59%; Pelos Negros, com 3,96%; Pelos Amarelos ou Indígenas, com 0,36% e os sem declaração, com 0,79%.

[editar] Etnias

Assim como o povo brasileiro, o paraibano é fruto de uma forte miscigenação entre o branco europeu, os índios locais e os negros africanos. Sendo assim, a população é essencialmente mestiça, e o paraibano médio é predominantemente fruto da forte mistura entre o europeu e o indígena, com alguma influência africana (os caboclos predominam entre os pardos, que representam em torno de 60% de toda população). A menor presença negra na composição étnica do povo deve-se ao fato de a cultura canavieira no estado não ter sido tão marcante como na Bahia, no Maranhão ou em Pernambuco, o que ocasionou a vinda de pouca mão-de-obra africana.

Apesar da forte mestiçagem do povo, há, contudo, ainda hoje, bolsões étnicos em várias microrregiões: como povos indígenas na Baía da Traição (em torno de 12 mil índios potiguaras), mais de uma dúzia de comunidades quilombolas florescendo em vários municípios do Litoral ao Sertão, e a parcela da população (em torno de um terço do total) de comprovável ascendência europeia, que vive principalmente nos grandes centros urbanos e nas cidades ao longo do Brejo, Alto Sertão e o Seridó.

Cor/Raça Porcentagem[7]
Brancos 36,5%
Pardos 57,5%
Negros 5,8%
Amarelos ou Indígenas 0,1%

Entre os mestiços, os mulatos predominam no litoral centro-sul paraibano e no agreste, os caboclos em todo o interior e no litoral norte. Já os cafuzos são raros e dispersos. O Dia do Mestiço é data oficial no estado.[8]

[editar] Municípios mais populosos

A população paraibana concentra-se principalmente mais cidades de João Pessoa e Campina Grande, sendo que estas duas cidades juntas perfazem 40% da população do estado. Os municípios mais populosos são: João Pessoa, com 723.514 habitantes; Campina Grande, com 385.276 habitantes; Santa Rita, com 120.333 habitantes; Patos, com 100.695 habitantes; Bayeux, com 99.758 habitantes; Sousa com 65.807 habitantes; Cajazeiras, com 58.437 habitantes e Guarabira, com 55.340 habitantes.


[editar] Religião

Segundo censo do IBGE em 2000, dos 3.443 825 pesquisados no Estado da Paraíba, declararam-se segundo o credo:[10][11]

Convento de São Francisco, em João Pessoa.
Religião Praticantes
Católicos 2.897.900 pessoas
Protestantes 322.843 pessoas
Espíritas 12.804 pessoas
Religiões Afro-brasileiras 1.408 pessoas
Religiões Orientais 357 pessoas
Outras religiões 20.970 pessoas
Sem religião 180.671 pessoas
Não determinado 2.510 pessoas

[editar] Política

A Paraíba é um estado da federação, sendo governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba e outros tribunais e juízes. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.[12]

Ricardo Coutinho, atual governador da Paraíba

A atual constituição do estado da Paraíba foi promulgada em 5 de outubro de 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.[13]

O Poder Executivo paraibano está centralizado no governador do estado,[13] que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e podem ser reeleitos para mais um mandato. O primeiro governador do estado foi Venâncio Augusto de Magalhães Neiva, em 16 de novembro de 1889, um dia após a proclamação da república. Em 50 mandatos (incluindo os reeleitos e que ocuparam o cargo em mandatos não consecutivos), várias pessoas já passaram pelo governo do estado, sendo a mais recente delas Ricardo Vieira Coutinho, natural de João Pessoa.[14] Ele foi eleito no segundo turno das eleições de 2010,[15] com 1 079 164 votos, equivalente a 53,7% dos votos válidos, sucedendo José Maranhão, candidato à reeleição, derrotado com 930 331 votos (46,3%), que assumiu o cargo em 18 de fevereiro de 2009, após a cassação do governador Cássio Cunha Lima.[16] Além do governador, há ainda no estado a função de vice-governador, que substitui o governador caso este renuncie sua posição, seja afastado do poder ou precise afastar-se do cargo temporariamente. Atualmente, o cargo é exercido por Rômulo José de Gouveia.[17]

O Poder Legislativo estadual é unicameral, constituído pela Assembleia Legislativa da Paraíba. Ela é constituída por 36 deputados, que são eleitos a cada 4 anos. No Congresso Nacional, a representação paraibana é de 3 senadores e doze deputados federais.[13][18][19]

O Poder Judiciário é exercido pelos juízes e possui a capacidade e a prerrogativa de julgar, de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo poder legislativo em determinado país. Atualmente a presidência é exercida por Abraham Lincoln da Cunha Ramo, além de Leôncio Teixeira Câmara como vice e Nilo Luís Ramalho Vieira como corregedor-geral[20]. Representações deste poder estão espalhadas por todo o estado por meio de Comarcas, termo jurídico que designa uma divisão territorial específica, que indica os limites territoriais da competência de um determinado juiz ou Juízo de primeira instância. Na Paraíba, existem três tipos de comarca: as de primeira, segunda e terceira entrância. Dos 78 do estado com comarcas, quarenta são de primeira entrância, trinta e três de segunda e cinco de terceira, este último com comarcas em Bayeux, Cabedelo, Campina Grande, João Pessoa, Santa Rita.[21]

[editar] Símbolos oficiais

Os símbolos oficiais do estado da Paraíba são a bandeira, o brasão e o hino.[22]

Bandeira
Bandeira
Bandeira

Brasão

A atual bandeira do estado foi adotada em 1930, após uma bandeira que vigorou entre 1907 e 1922. Um terço dela está na cor preta, representando os dias de luto que vigoraram no estado após o assassinato de seu presidente (hoje correspondente ao cargo de governador) João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque em Recife, ano de 1930, e dois terços na cor vermelha, representando a Aliança Liberal, que adotou a bandeira rubo-negra em 25 de setembro de 1930, por meio da Lei n° 204. No meio da parte vermelha da bandeira, há uma inscrição de letras maiúscula e na cor branca da palavra "NEGO", que é a conjugação do verbo "negar" no presente do indicativo da primeira pessoa do singular. Quando a bandeira foi adotada, o vocábulo era escrito com um acento agudo na letra E (NÉGO). Esse verbo representa a não aceitação do sucessor à presidência da república indicado pelo presidente brasileiro da época, Washington Luís Pereira de Sousa. O símbolo foi oficializado em 26 de julho de 1965, pelo governador Pedro Moreno Gondim, através do Decreto nº 3.919, conhecido como "Bandeira do Négo" (ainda com acento agudo na letra "e"). A bandeira rubro-negra vigora até os dias atuais.[22]

Já o brasão é formado por quatro ângulos, sendo três na parte superior e um na parte inferior. As estrelas contidas respeitam a divisão administrativa do Estado. No alto, há uma estrela de tamanho maior, constituído por cinco pontas e um círculo central, com um barrete frígio que quer dizer "liberdade". No meio do brasão, existe um escudo, com um desenho de homem guiando um rebanho (que representa o sertão) e um sol ao amanhecer, representando o litoral. À direita do escudo, há o desenho de um ramo de algodão e, à esquerda, uma rama de cana-de-açúcar. Na parte de baixo do brasão, há um laço que "prende" os ramos de algodão e cana-de-açúcar. Sobre esse laço há uma inscrição mostrando a fundação da Paraíba: 5 de agosto de 1585, dia em que é comemorado o aniversário da capital paraibana, João Pessoa, antes chamada de Cidade da Paraíba. O símbolo foi adotada durante o governo de Castro Pinto, compreendido etre 1912 e 1915. Ele é usado em papéis oficiais.[22]

O hino foi adotado pela primeira em 30 de junho de 1905. A letra é de Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo e a música é de Abdon Felinto Milanez.[22]

[editar] Subdivisões

Imagem mostrando a divisão do estado da Paraíba em mesorregiões, microrregiões e municípios.

[editar] Mesorregiões

Uma mesorregião é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais. Foi criada pelo IBGE e é utilizada para fins estatísticos e não constitui, portanto, uma entidade política ou administrativa. Oficialmente, as quatro mesorregiões do estado são:

[editar] Microrregiões e municípios

Além da mesorregião, existe a microrregião, que é, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, um agrupamento de municípios limítrofes, com a finalidade é integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, definidas por lei complementar estadual. A Paraíba é dividida em 23 microrregiões. São elas: Brejo Paraibano, Cajazeiras, Campina Grande, Cariri Ocidental, Cariri Oriental, Catolé do Rocha, Curimataú Ocidental, Curimataú Oriental, Esperança, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, João Pessoa, Litoral Norte, Litoral Sul, Patos, Piancó, Sapé, Seridó Ocidental Paraibano, Seridó Oriental Paraibano, Serra do Teixeira, Sousa e Umbuzeiro.[27] No total, a Paraíba está dividida em 223 municípios, sendo o nona unidade de federação com o maior número de municípios e a terceira do Nordeste (atrás apenas da Bahia e do Piauí).[28]

[editar] Regiões metropolitanas

Imagem de satélite da Região Metropolitana de João Pessoa.

Uma região metropolitana ou área metropolitana é um grande centro populacional, que consiste em uma (ou, às vezes, duas ou até mais) grande cidade central (uma metrópole), e sua zona adjacente de influência.

Geralmente, regiões metropolitanas formam aglomerações urbanas, uma grande área urbanizada formada pela cidade núcleo e cidades adjacentes, formando uma conurbação, a qual faz com que as cidades percam seus limites físicos entre si, formando uma imensa metrópole, que na qual o centro está localizado na cidade central, normalmente aquela que da nome à região metropolitana.

Oficialmente, existem três regiões metropolitanas no estado da Paraíba: a de João Pessoa, a de Campina Grande a de Guarabira.

A Região Metropolitana de João Pessoa foi criada pela Lei Complementar Estadual da Paraíba 59 de 2003, composta inicialmente pelos municípios de Bayeux, Cabedelo, Conde, Cruz do Espírito Santo, João Pessoa, Lucena, Mamanguape, Rio Tinto e Santa Rita, sendo depois ampliada em 2009 com a adição dos municípios de Alhandra, Pitimbu e Caaporã.[29]

A Região Metropolitana de Campina Grande foi aprovada pela assembleia legislativa da Paraíba no dia 17 de novembro de 2009 e sancionada em 11 de dezembro de 2009 pelo governo do estado; ela reúne 23 municípios do estado: Campina Grande, Lagoa Seca, Massaranduba, Alagoa Nova, Boqueirão, Queimadas, Esperança, Barra de Santana, Caturité, Boa Vista, Areial, Montadas, Puxinanã, São Sebastião de Lagoa de Roça, Fagundes, Gado Bravo, Aroeiras, Itatuba, Ingá, Riachão do Bacamarte, Serra Redonda, Matinhas e Pocinhos.[30][31]

E, por último, a Região Metropolitana de Guarabira, idealizada por meio de uma proposta apresentada pela deputada estadual Léa Toscano, aprovada pela Assembleia Legislativa da Paraíba e sancionada pelo governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, em julho de 2011.[32]

[editar] Economia

Agricultura: Milho, fator econômico.

A economia se baseia na agricultura (principalmente de cana-de-açúcar, abacaxi, fumo, graviola, juta, umbu, caju, manga, acerola, mangaba, tamarindo, mandioca, milho, sorgo, urucum, pimenta-do-reino, castanha de caju, arroz, café e feijão); na indústria (alimentícia, têxtil, couro, calçados, metalúrgica, sucroalcooleira), na pecuária (de modo mais relevante, caprinos, na região do Cariri) e no turismo. O PIB do estado em 2007 foi de R$ 22.202.000.000,00.

O transporte marítimo é fundamental à economia paraibana. As exportações e importações são operadas principalmente através do Porto de Cabedelo.

As dez maiores economias da Paraíba - PIB dos principais municípios (Dados 2006 - fonte IBGE) (valores em R$ 1.000,00), são João Pessoa com 5.966.595, Campina Grande com 2.718.189, Cabedelo com 1.524.654, Santa Rita com 739.280, Bayeux com 444.259, Patos com 413.028, Sousa com 309.528, Caaporã com 299.857, Cajazeiras com 285.326 e Conde com 210.440

[editar] Cultura

[editar] Teatros

[editar] Theatro Santa Roza

O mais importante teatro da Paraíba se concentra em João Pessoa, é o Theatro Santa Roza, inaugurado em 3 de novembro de 1889, quando Francisco da Gama Rosa, um catarinense, era governador da Paraíba. O governante teve a sorte de inaugurar o teatro as vésperas de perder o mandato, já que doze dias depois seria proclamada a República.

Após a Proclamação da República, o primeiro governante republicano, Venâncio Neiva, chegou a mudar o nome do teatro para "Teatro do Estado". Este ato foi revogado. Outro ato governamental, foi que João Pessoa, candidato a vice-presidência na época, queria mudar a localização do teatro, pois considerava ali ser uma área já marginalizada. Ele foi assassinado antes de por em prática esse seu plano. Foi neste teatro, em uma assembleia, que formularam a bandeira da Paraíba, com suas cores preto e vermelho e o nome "nego" no centro. Foi também lá que em uma tumultuada sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba, que mudaram o nome da capital Paraíba, para João Pessoa, em homenagem ao então falecido presidente.

Em mais de 116 anos, o teatro já teve várias reformas, mas nenhuma mudou o seu estilo arquitetônico, que é o greco-romano, com revestimento interno de madeira, tipo Pinho de Riga.

[editar] Teatro Municipal Severino Cabral

Em Campina Grande o mais importante da cidade é o Teatro Municipal Severino Cabral, inaugurado no dia 30 de novembro de 1963, às 10 horas da manhã. Foi construído por Severino Bezerra Cabral, prefeito de Campina que lhe deu nome. Às 21 h do mesmo dia, apresentou-se o ator e humorista José Vasconcelos, bastante conhecido no rádio e da TV brasileira. Com a inauguração do Teatro Municipal, a região ganhou uma importante casa de espetáculos.

Durante suas quatro décadas, o teatro serviu a produções artísticas tanto da Paraíba, quanto da própria Campina Grande. O teatro se encontra no centro da cidade, na Avenida Floriano Peixoto, a principal avenida do Centro. Sua arquitetura moderna tem inegável importância história, artística e patrimonial, tendo sido palco de eventos nacionais e regionais. O prédio já passou por duas reformas, a primeira delas foi em 1975, durante a administração do prefeito Evaldo Cavalcanti Cruz. A segunda durou em 24 de setembro de 1986 a 20 de abril de 1988, na gestão de Ronaldo Cunha Lima.

O prédio já passou por duas reformas. A primeira foi em 1975, durante a administração do prefeito Evaldo Cavalcanti Cruz. A segunda durou em 24 de setembro de 1986 a 20 de abril de 1988, na gestão de Ronaldo Cunha Lima.

[editar] Outros Teatros

[editar] Museus

[editar] Museu de Artes Assis Chateaubriand

Um dos museus da Paraíba é o Museu de Artes Assis Chateaubriand, em Campina Grande, foi inaugurado em 20 de outubro de 1967 e funcionava inicialmente no prédio da reitoria da Fundação Universidade Regional do Nordeste - FURNe, atual Universidade Estadual da Paraíba. Em 1973 o museu foi transferido para o prédio da antiga cadeia, na Avenida Floriano Peixoto, atual Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande. Somente no ano de 1976 foi que passou a ocupar seu espaço atual, dentro da área do Parque Evaldo Cruz (Açude Novo).

O edifício da reitoria da UEPB, onde funcionou o museu até 1973, foi restaurado em 1997, onde criou-se a Galeria de Arte com o objetivo de expor ao público as obras da fase de instalação do museu, restauradas. Mais de 90 quadros foram trazidos pelo jornalista Assis Chateaubriand para a cidade, de diversos artistas, dentre os quais: Pedro Américo, Cândido Portinari, Anita Malfatti, Ismael Nery e Antônio Dias.

Parte do Açude Velho em Campina Grande.
Parte do Açude Velho em Campina Grande.

[editar] Ver também

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Referências

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[editar] Bibliografia

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  • HOUAISS, Antonio;Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa – versão 1.0. Editora Objetiva Ltda. Dezembro de 2001.

[editar] Ligações externas

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