quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nordeste Em Três Tempos

No Sertão do meu Nordeste
Pé-de-bode é instrumento
Que anima casamento
E festa de São João
Roupa de couro e gibão
É a farda do vaqueiro
No Sertão o ano inteiro
Tem folia e devoção

Tem folia e devoção, tem folia e devoção
No Nordeste do Sertão, tem folia e devoção

Mulher cortando vassoura
Meninada no terreiro
Na calçada um violeiro
Pastorando uma canção
No açude, a salvação,
A galinha gorda é ela
Se brincar tá na panela
Hoje tem "divinhação"

Hoje tem "divinhação", hoje tem "divinhação"
No Nordeste do Sertão, hoje tem "divinhação"

No Sertão do meu Nordeste
Quando a chuva não vem
A gente canta que nem
Passarim numa prisão
Mas se chove no Sertão
Alegria bate asa
No quintal de toda casa
Brota pé de plantação

Brota pé de plantação, brota pé de plantação
No Nordeste do Sertão, brota pé de plantação

O namoro na cancela
Depois das Ave-Maria
O moço que todo dia
Vem ninar meu coração
Com saudade dos irmãos
Que partiram pra cidade
"Mei" de mundo tem maldade
"Mei" de mundo é perdição

"Mei" de mundo é perdição, "mei" de mundo é perdição,
"Mei" de mundo é perdição, vou-me embora pro Sertão

Já dizia o cabra "véio"
Do Sertão do meu Nordeste
Que pra ser cabra da peste
Há de cantar com razão
Decantar o seu irmão
Na vida como na morte
Ou na dor como na sorte
Com suor comer o pão

Com suor comer o pão, com suor comer o pão
Com suor comer o pão, no Nordeste do Sertão

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