segunda-feira, 31 de outubro de 2011

MINAS GERAIS

História

Igrejas em estilo barroco em Mariana.

Antes de se chamar Minas Gerais, o estado teve outros nomes como: Campos de Cataguá na época das entradas e bandeiras, "Minas Gerais dos Goitacazes", "Minas Gerais do Ouro Preto", Capitania de Minas Gerais, Província de Minas Gerais e outros. O desbravamento da região teve início no século XVI, por bandeirantes paulistas que buscavam ouro e pedras preciosas no território da Capitania do Espírito Santo.

Em 1693, as primeiras descobertas importantes de ouro na serra do Sabarabuçu, nos ribeirões do Carmo e do Tripuí provocaram um grande afluxo migratório à região. Em 1696 foi fundado o arraial de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo, o qual, em 1711, se tornou a primeira vila de Minas Gerais, núcleo original do atual município de Mariana.

Já na correspondência do embaixador francês em Lisboa, Rouillé, há a primeira menção ao ouro chegado na frota em 1697, quando se referiu a ouro peruano, equivocadamente - haviam chegado 115,2 quilos de ouro do Brasil, seguramente. Faltam elementos para julgar o ouro entrado no Reino de 1698 a 1703 mas Godinho, sem citar a fonte, menciona em 1699 725 quilos e em 1701 1.785 quilos.

André Antonil, em seu livro "Cultura e Opulência do Brasil por suas drogas e Minas" escrito em 1711, detalha a situação difícil dos primeiros "geralistas" (depois chamados "mineiros"), citando a alta carestia de vida, a falta de alimentos, os ataques dos índios e o alto preço dos escravos.

A descoberta das minas e a exploração do ouro desencadearam alguns conflitos, sendo os mais importantes a Guerra dos Emboabas (1707-1710) e a Revolta de Felipe dos Santos.

Divisão administrativa do Brasil após a Guerra dos Emboabas.

Na primeira metade do século XVIII, Minas Gerais tornou-se o centro econômico da colônia, com rápido povoamento. Em 1709, foi criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, desmembrada da Capitania do Espírito Santo. Em 1720, a Capitania de Minas Gerais foi separada da Capitania de São Paulo, tendo como capital Vila Rica (atual Ouro Preto).

Com o apogeu da região mineradora, a escravidão foi adotada como forma dominante de organização do extrativismo. Com a mineração e a escravidão negra economicamente rendosas, 500 mil negros foram inseridos na capitania.

Entre 1700 e 1850, 160 grupos de negros africanos de três regiões distintas foram trazidos para Minas Gerais: os sudaneses, os bantus e os moçambiques. Nessa época, a população negra na região nunca foi inferior a 30% da população total.[7] Os negros "Minas" embarcados no porto de São Jorge de Mina, atual Elmina em Gana, eram os mais aptos para trabalharem nos muitos garimpos de ouro existentes no início do povoamento de Minas Gerais, pois já exerciam esta profissão na África, enquanto os bantos, vindos de Angola e Moçambique, eram mais aptos para o trabalho na lavoura.

Ouro Preto, foi a primeira cidade brasileira a ser declarada pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

A escravidão em Minas Gerais sempre sofreu com o problema dos quilombos, sendo o principal deles o Quilombo do Ambrósio, na Picada de Goiás, assim descrito por Luiz Gonzaga da Fonseca, no seu livro "História de Oliveira", na página 37, descreve o caos provocado no Caminho de Goiás, a Picada de Goiás, pelos quilombolas do Quilombo do Ambrósio, o principal quilombo de Minas Gerais:

"Goiás era uma Canaã. Voltavam ricos os que tinham ido pobres. Iam e viam mares de aventureiros. Passavam boiadas e tropas. Seguiam comboios de escravos. Cargueiros intérminos, carregados de mercadorias, bugigangas, minçangas, tapeçarias e sal. Diante disso, negros foragidos de senzalas e de comboios em marcha, unidos a prófugos da justiça e mesmo a remanescentes dos extintos cataguás, foram se homiziando em certos pontos da estrada ("Caminho de Goiás" ou "Picada de Goiás"). Essas quadrilhas perigosas, sucursais dos quilombolas do rio das mortes, assaltavam transeuntes e os deixavam mortos no fundo dos boqueirões e perambeiras, depois de pilhar o que conduziam. Roubavam tudo. Boidadas. Tropas. Dinheiro. Cargueiros de mercadorias vindos da Corte (Rio de Janeiro). E até os próprios comboios de escravos, mantando os comboeiros e libertando os negros trelados. E com isto, era mais uma súcia de bandidos a engrossar a quadrilha. Em terras oliveirenses açoitava-se grande parte dessa nação de "caiambolas organizados" nas matas do Rio Grande e Rio das Mortes, de que já falamos. E do combate a essa praga é que vai surgir a colonização do território (de Oliveira (Minas Gerais) e região). Entre os mais perigosos bandos do Campo Grande, figuravam o quilombo do negro Ambrósio e o negro Canalho[8]."

A luta pela terra também foi um dos grandes problemas da Capitania de Minas Gerais, tendo seu episódio mais marcante, em 1802, na região de Lavras, no caso conhecido até hoje como o "Arranca-Couro", quando o fazendeiro João Garcia Leal foi morto por sete homens, tendo sua pele arrancada com ele ainda em vida e pendurado em uma figueira. Seu irmão Januário Garcia Leal, (o "Sete-Orelhas"), jurando vingança, matou os sete assassinos depois de anos os perseguindo.

Destacavam-se as chamadas Vilas do Ouro - Ouro Preto, (estudada em História de Ouro Preto com mais pormenores), Mariana, Caeté, São João del-Rei, Catas Altas, Pitangui, Sabará, Serro e Tiradentes - e também Diamantina. No entanto, a produção aurífera começou a cair por volta de 1750, o que levou Portugal a buscar meios para aumentar a arrecadação de impostos, provocando a revolta popular, que culminou na Inconfidência Mineira, em 1789.

Conta Augusto de Lima Júnior, em "A Capitania de Minas Gerais" que grande parte dos pioneiros portugueses que se instalaram nos povoados ao redor de Mariana e Ouro Preto eram cristãos-novos, e que muito dos costumes e expressões mineiras vem desses cristãos-novos, como a palavra hebraica "Uai" e o costume de sangrar todos os animais antes de cozinhá-los. Lembra Lima Júnior, também, que o antigo nome de Minas Novas, "fanado", significa "circuncisado".

Encerrada essa fase, a política de isolamento imposta à região mineradora para exercer maior controle sobre a produção de pedras e metais preciosos ainda inibia o desenvolvimento de qualquer outra atividade econômica de exportação, forçando a população a se dedicar a atividades agrícolas de subsistência. Por decênios, apesar dos avanços alcançados na produção de açúcar, algodão e fumo para o mercado interno, Minas Gerais continuou restrito às grandes fazendas, autárquicas e independentes.

A decadência do ouro levou ao esvaziamento das vilas mineradoras, com o deslocamento das famílias e seus escravos para outras regiões, o que expandiu as fronteiras da capitania, antes restritas à região das minas. No fim do século XVIII, começou a ocupação das atuais regiões da Zona da Mata, Norte de Minas e Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. A expansão dos limites de Minas Gerais continuou ao longo do século XIX:[9] em 1800 definiu-se como divisa com o Espírito Santo a Serra dos Aimorés; em 1816, o Triângulo Mineiro foi transferido da Capitania de Goiás para Minas; em 1824 o atual Noroeste de Minas foi desmembrado de Pernambuco e incorporado a Minas, mas logo depois entregue à Bahia, o atual Oeste da Bahia; a divisa com o Rio de Janeiro, estabelecida sem precisão desde 1709, foi definida em 1843; e em 1857 o Vale do Jequitinhonha foi definitivamente transferido da Bahia para Minas Gerais.

Rua de Juiz de Fora em 1903.

A estagnação econômica da província, bem como de toda a colônia, continuava e somente foi rompida com o surgimento de uma nova e dinâmica atividade exportadora, o café. A introdução da cafeicultura em Minas Gerais ocorreu no início do século XIX. Localizou-se, inicialmente, na Zona da Mata, onde se difundiu rapidamente para as regiões vizinhas, transformando-se na principal atividade da província e agente indutor do povoamento e do desenvolvimento da infraestrutura de transportes. A prosperidade trazida pelo café ensejou um primeiro surto de industrialização, reforçado, mais tarde, pela política protecionista implementada pelo Governo Federal após a Proclamação da República Brasileira. Por essa época, Juiz de Fora figurava como um dos principais centros urbanos mineiros, com a construção de hidrelétricas e rodovias para atender às demandas industriais.

As indústrias daí originárias eram de pequeno e médio portes, concentradas, principalmente, nos ramos de produtos alimentícios (laticínios e açúcar), têxteis e siderúrgicos. No setor agrícola, em menor escala, outras culturas se desenvolveram, como o algodão, a cana-de-açúcar e cereais.

O predomínio da cafeicultura só se alterou, gradualmente, no período de 1930 a 1950, com a afirmação da natural tendência do estado para a produção siderúrgica e com o crescente aproveitamento dos recursos minerais. Ainda na década de 1950, no processo de substituição de importações, a indústria ampliou consideravelmente sua participação na economia brasileira. Um fator que contribuiu para essa nova realidade foi o empenho governamental na expansão da infraestrutura - sobretudo na área de energia e transportes - cujos resultados se traduziram na criação, em 1952, da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) e no crescimento da malha rodoviária estadual, com destaque para a inauguração da Fernão Dias, que liga Belo Horizonte à São Paulo, no fim da década.

Belo Horizonte atualmente.

Na década de 1960, a ação do governo cumpriu papel decisivo no processo de industrialização, ao estabelecer o aparato institucional requerido para desencadear e sustentar o esforço de modernização da estrutura fabril mineira.

A eficiente e ágil ofensiva de atração de investimentos, iniciada no final da década de 1960, encontrou grande ressonância junto a investidores nacionais e estrangeiros. Já no início da década de 1970 o estado experimentou uma grande arrancada industrial, com a implantação de inúmeros projetos de largo alcance socioeconômico. O parque industrial mineiro destacou-se nos setores metal-mecânico, elétrico e de material de transportes.

Entre 1975 e 1996, o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro cresceu 93% em termos reais. Em igual período, o país registrou um crescimento de 65%. Esse relevante desempenho verificou-se, sobretudo, no setor de transformação e nos serviços industriais de utilidade pública. Na indústria extrativa mineral, a supremacia mineira durou até 1980, quando o país passou a explorar, entre outras, as jazidas do complexo Carajás. Entretanto, em 1995, o estado ainda respondia por 26% do valor da produção mineral brasileira do setor de metálicos.

[editar] Geografia

[editar] Relevo, clima e vegetação

Pico da Bandeira, o ponto mais alto do estado com 2.891,98 metros de altitude.

O estado de Minas Gerais está localizado entre os paralelos de 14º13'58' ' e 22º54'00' ' de latitude sul e os meridianos de 39º51'32' ' e 51º02'35' ' a oeste de Greenwich. As terras mineiras estão situadas num planalto cuja altitude varia de 100 a 1500 metros, possuindo um território inteiramente planáltico, não apresentando planícies. Mais da metade do estado localiza-se no Planalto Atlântico, com relevos de "mares de morros", enquanto que, na sua porção noroeste, o estado apresenta os platôs do Planalto Central.

As maiores altitudes estão nas serras da Mantiqueira, do Espinhaço, da Canastra e do Caparaó, nas quais há terrenos localizados acima dos 1700 metros. O ponto culminante do estado é o Pico da Bandeira, com 2.891,9 metros de altitude, situado na divisa com o estado do Espírito Santo. A mais baixa altitude do estado está na cidade de Aimorés, leste de Minas, situada a 76 metros do nível do mar, sendo esta também considerada a cidade mais quente, com temperaturas perto da casa dos 40°C.

Os climas predominantes em Minas são o Tropical e o Tropical de Altitude. As regiões mais altas e o sul do estado apresentam as temperaturas mais baixas, chegando a atingir marcações próximas de 0°C. Nas regiões sul, sudeste, leste e central do estado são registrados os maiores índices pluviométricos. Em outro extremo, nas porções norte e nordeste, as chuvas escassas e as altas temperaturas tornam essas regiões muito suscetíveis à seca.

Cerrado representado pelo Ipê-amarelo, característica predominante na maior parte do estado.

Originalmente, a cobertura vegetal de Minas Gerais era constituída por quatro biomas principais: Cerrado, Mata Atlântica, Campos rupestres e a Mata seca. O Cerrado ocupava praticamente metade do território do estado, ocorrendo nas regiões central, oeste, noroeste e norte. A segunda maior área de cobertura era representada pela Mata Atlântica, nas porções sul, sudeste, central e leste mineiras, tendo sido severamente desmatada e atualmente reduzida a pequenas áreas.

  • O município de Camanducaia possui um dos distritos mais altos do Brasil, a chamada vila Monte Verde, com seus 1554 metros de altitude, onde também é o logradouro do aeroporto mais alto do país com 1560 metros de altitude.
  • O município de Virgínia possui um dos povoados mais altos do estado: a vila do Morangal, com 1515 metros de altitude, com uma paisagem exuberante no meio da Serra da Mantiqueira.

[editar] Regiões hidrográficas

Ver página anexa: Rios do estado de Minas Gerais
Fotografia aérea do Rio Grande, divisa natural entre os estados de Minas Gerais e São Paulo.

Minas Gerais abriga em seu território as nascentes de importantes rios brasileiros. O território do estado está inserido nas seguintes regiões hidrográficas brasileiras: São Francisco, Paraná, Atlântico Leste e Atlântico Sudeste. O estado encontra-se com 9,84% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).[10]

O rio São Francisco é o principal rio de Minas Gerais e um dos mais importantes do Brasil. Nasce na Serra da Canastra e drena quase metade da área do estado, incluindo as regiões central, oeste, noroeste e norte.

A porção de Minas Gerais inserida na região hidrográfica do Paraná é a responsável pela maior parte da energia elétrica gerada no estado através de usinas hidrelétricas. O rio Grande e o rio Paranaíba, formadores do rio Paraná, nascem em Minas Gerais, e suas áreas de drenagem abrangem as regiões oeste e sul do estado.

Na bacia do Rio Grande, no sul do estado, se formou o Lago de Furnas, também conhecido como mar de Minas devido a sua extensão. Cidades às margens do lago como Boa Esperança guardam muitas historias e é um local de raríssima beleza. Além do lago, há inúmeras cachoeiras como a do Paredão na cidade de Guapé.

Outras importantes bacias hidrográficas de Minas Gerais são as dos rios Doce, Paraíba do Sul, Jequitinhonha e Mucuri.

[editar] Sítios paleontológicos

Fósseis do Maxakalisaurus topai em exposição.

Na região do Triângulo Mineiro localizam-se dois importantes sítios paleontológicos nos municípios de Prata, e Uberaba (distrito de Peirópolis).

No município de Prata, foram descobertos fósseis do maior dinossauro encontrado no Brasil, que viveu há mais de oitenta milhões de anos na região da Serra da Boa Vista, distante cerca de quarenta quilômetros daquela localidade, cujo nome científico foi denominado de Maxakalisaurus topai, e após votação popular passou a ser chamado de Dinoprata, valendo destacar que a réplica do titanossauro (montada em resina), com cerca de treze metros de comprimento, está exposta no Museu Nacional no Rio de Janeiro, desde 28 de agosto de 2006, quando foi apresentada à comunidade científica do Brasil e do Mundo, pelo líder das pesquisas, o professor e paleontólogo Alexander Kellner.[11]

[editar] Demografia

Minas Gerais é o segundo estado mais populoso do país, com quase 20 milhões habitantes,[6] que se distribuem por 853 municípios, sendo a unidade da federação brasileira com o maior número de municípios. Os municípios mineiros representam 51,2% dos existentes na região Sudeste e 15,5% dos existentes no Brasil.

Como todos os demais estados da região Sudeste do Brasil, Minas Gerais apresenta alta taxa de urbanização, que se acelerou em um crescimento explosivo entre os anos 1960 e 1980. Esse fenômeno causou distorções com relação ao acesso universal à infraestrutura urbana.

As regiões mais densamente povoadas são a Metalúrgica (Central), Campo das Vertentes, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Zona da Mata e Sul. As menores taxas de ocupação populacional encontram-se no Norte do estado.

O estado possui 13.175.268[12] eleitores, o segundo maior colégio eleitoral do país, superado apenas por São Paulo.

[editar] Etnias

Brasileiro de ascendência negra garimpando em Diamantina.

Em relação ao século XVIII, o historiador britânico Kenneth Maxwell escrevera que a sociedade mineira compunha "um complicado mosaico de grupos e raças, de novos imigrantes brancos e de segunda e terceira gerações de americanos natos, de novos escravos e de escravos nascidos em cativeiros"(…).[13]

Cor ou Raça[14] Porcentagem
Branca 45,4%
Parda 44,3%
Preta 9,2%
Amarela ou indígena 1,1%


Do ponto de vista racial, os brancos e pardos são maioria no estado. A maior parte da população mineira é descendente de colonos portugueses originários do Norte de Portugal (particulamente do Minho)[15] e de escravos africanos, sobretudo sudaneses da Bahia e bantos da África, vindos durante a época da mineração, no século XVIII.[16] Além destes, contribuíram para a diversidade da população mineira imigrantes, sobretudo italianos[17] bem como mamelucos e indígenas.[18]

Um estudo genético realizado com pessoas de Belo Horizonte revelou que a ancestralidade dos belo-horizontinos é 66% europeia, 32% africana e 2% indígena. Por outro lado, na localidade de Marinhos, habitada principalmente por quilombolas, a ancestralidade é 59% africana, 37% europeia e 4% indígena (para aqueles cuja família vive na localidade desde o início do século XX, a ancestralidade africana sobe para 81%). De maneira geral, os mineiros apresentam muito baixo grau de ancestralidade indígena, enquanto a ancestralidade europeia (principalmente portuguesa) e africana predominam. Isto se deve ao fato de que a população indígena foi exterminada, ao mesmo tempo que chegavam à região contingentes enormes de escravos africanos e colonos portugueses, diluindo a contribuição indígena na população. Em relação ao componente europeu (português), apesar de ter sido numericamente inferior ao componente africano, o primeiro acabou por predominar, devido às altas taxas de mortalidade e baixos índices de reprodução entre os escravos. A própria imigração de italianos e outros europeus para Minas Gerais no final do século XIX contribuiu para aumentar o grau de ancestralidade europeia.[19]

[editar] Religiões

A forte religiosidade católica dos colonos portugueses ainda predomina entre a população mineira, que tem uma das maiores porcentagens de seguidores do catolicismo no Brasil. As religiões evangélicas estão em forte crescimento, ao lado de minorias como ateus e espíritas.

Religião Porcentagem Número
Católicos 78,70% 14.091.479
Protestantes 13,61% 2.437.186
Sem religião 4,60% 822.855
Espíritas 1,59% 284.336
Fonte: IBGE, 2000 (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).

[editar] Urbanização

A capital do estado de Minas Gerais é Belo Horizonte, concebida e planejada para substituir a colonial Ouro Preto ao final do século XIX, então saturada e esgotada em sua capacidade de infra-estrutura para sediar o governo. Dentre os inúmeros fatores que pesaram na criação de Belo Horizonte, a localização privilegiada foi determinante, por estar a capital quase centralizada no estado. Sua construção foi marcada pela formulação de planejamento urbano específico, espelhado no exemplo de Boston (Estados Unidos). Foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897 com o nome de Cidade de Minas.

Uberlândia, a maior cidade do interior de Minas Gerais, e também a maior do Triângulo Mineiro.

Belo Horizonte é também o município mais populoso do estado, com pouco mais de 2,4 milhões de habitantes, e outras 3 com mais de meio milhão de habitantes, Uberlândia, a segunda do estado com mais de 604 mil habitantes no Triângulo Mineiro, Contagem com mais de 603 mil habitantes na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Juiz de Fora, com 517 mil habitantes na Zona da Mata.[6] Em relação às demais capitais brasileiras, sua distância máxima (até Boa Vista) não passa de 3.118 km, e em relação aos municípios mineiros não vai além de 865 km (Formoso). Sua localização faz com que por meio dela ou em suas cercanias passem rodovias federais muito importantes para a interligação nacional, como as rodovias BR-040, BR-262, BR-381, dentre outras.

[editar] Subdivisões

Mapa mostrando a divisão do estado de Minas Gerais em mesorregiões, microrregiões e municípios.

Pelo critério do IBGE, o estado de Minas Gerais pode ser dividido geograficamente em doze mesorregiões, as quais são formadas por 66 microrregiões.

O governo estadual, entretanto, utiliza desde 1985 outra segmentação territorial para fins administrativos, dividindo Minas Gerais em Regiões de Planejamento (RP) nem sempre coincidentes com as mesorregiões do IBGE. Diferentemente da divisão em mesorregiões do IBGE, as Regiões de Planejamento são em número de dez:[21]

[editar] Economia

Belo Horizonte, o principal centro financeiro do estado.

O estado de Minas Gerais é o terceiro estado mais rico da Federação, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, com um PIB de 282.522 bilhões de reais (IBGE/2008). A estrutura econômica do Estado apresenta um equilíbrio entre os setores industrial e de serviços, responsáveis respectivamente por 45,4% e 46,3% do PIB de Minas Gerais, enquanto a agropecuária contribui com apenas 8,3%.[22]

[editar] Setor primário

Agropecuária

Na agricultura, apresentam maior destaque no Estado a produção de cana-de-açúcar, café, soja, milho, abacaxi, cebola, feijão e banana. Na pecuária, os maiores desempenhos são da bovinocultura de corte, suinocultura, avicultura e a produção de leite.[22]

[editar] Setor secundário

Indústria

Minas Gerais possui o segundo maior parque industrial do país, atrás apenas de São Paulo [23]. Os principais tipos de indústrias que atuam no estado são extrativa (mineração), metalúrgica, automobilística, alimentícia, têxtil, construção civil, produtos químicos e minerais não-metálicos.[22]

As regiões em que a indústria apresenta maior destaque são Central, Rio Doce (Leste), Zona da Mata, Sul e Triângulo.

Energia

A capacidade instalada de geração de energia elétrica de Minas Gerais em 2000 era de 11.435 MW, representando cerca de 17% do total do Brasil. Até 2005 mais 2.300 MW foram incorporados ao sistema energético do Estado.

A inauguração recente das usinas hidrelétricas de Irapé, Capim Branco I e Capim Branco II em 2006 ampliou essa capacidade. A Usina Hidrelétrica de Furnas localizada no sul do estado também é de grande referencia no setor energético nacional.

Além da capacidade de geração instalada, Minas Gerais é importante no campo energético do Brasil pelo fato dos rios de maior potencial hidroelétrico do país nascerem no estado, inclusive os rios que abastecem a Usina Hidrelétrica de Itaipu.

A principal concessionária de energia elétrica do Estado - distribui eletricidade para 97% do Estado - é a Companhia Energética de Minas Gerais S/A (CEMIG), que tem como maior acionista o Governo de Minas Gerais. A área de concessão da CEMIG compreende 774 das 853 municipalidades mineiras. Estão interligados ao seu sistema 5.415 localidades e 5,3 milhões de usuários. A rede de distribuição da Companhia é a maior da América Latina, estendendo-se por mais de 315.000 quilômetros. A CEMIG possui ações de várias outras empresas de energia espalhadas pelo Brasil, dentre elas a Light, do Rio de Janeiro, e suas ações são negociadas em São Paulo e Nova Iorque.

Os demais 79 municípios do Estado são atendidos por outras quatro concessionárias, sendo a maior delas a Energisa, qua atende a 67 municípios da Zona da Mata do estado.

[editar] Setor terciário

Alta Tecnologia

Minas Gerais se destaca como um dos principais polos nacionais da indústria da tecnologia em eletrônica e telecomunicações, exemplo disso é a cidade de Santa Rita do Sapucaí no sul de Minas que ficou conhecida como "Vale do Silício" brasileiro, por criar produtos de alta tecnologia e avanço na TV digital (Padrão Brasileiro). O Parque Tecnológico de Belo Horizonte, mais conhecido como BH-TEC é um projeto em fase de implantação que pretende expandir a oferta de mão de obra especializada para o setor. O estado de Minas Gerais contribui para o setor através da CETEC Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais é uma instituição publica que cuntribui para a evolução tecnológica, pela apropriação de conhecimento e pelo desenvolvimento e antecipação de soluções inovadoras, ambientalmente compatíveis, em prol das empresas mineiras.

Exportações

No acumulado de janeiro a outubro de 2006, Minas Gerais exportou 12,85 bilhões de dólares[carece de fontes], volume equivalente a 11,33% do total brasileiro[carece de fontes], abaixo de São Paulo (33,28%), e à frente do Rio Grande do Sul (8,58%), do Rio de Janeiro (8,34%) e do Paraná (7,28%). É um dos estados mais industrializados do país[carece de fontes].

[editar] Infra-estrutura

[editar] Educação

Resultados no ENEM
Ano↓ Português↓ Redação↓
2006[24]
Média
39,03 (2º)
36,90
53,06 (6º)
52,08
2007[25]
Média
54,18 (3º)
51,52
56,45 (7º)
55,99
2008[26]
Média
43,84 (5º)
41,69
60,33 (4º)
59,35

A rede de ensino no estado conta com escolas privadas e públicas em todos os níveis de ensino. O português é o idioma oficial das escolas, mas o inglês e o espanhol são parte do currículo de escola secundária oficial.

No nível superior, o estado possui 25 instituições públicas [27] respeitadas como a UFMG e também a Ufla, 3º melhor universidade federal do país segundo o índice IGC.

[editar] Transportes

Minas Gerais é o estado brasileiro que abriga a maior quilometragem de rodovias. A malha rodoviária no estado é de 269.545 quilômetros, dos quais apenas 11.396 em rodovias federais e 21.472 em rodovias estaduais e estaduais coincidentes, correspondendo todo o restante a estradas municipais. As principais rodovias federais que cortam Minas Gerais são BR-040, BR-116, BR-262, BR-381, BR-050 dentre outras.[28]

Também importantes ferrovias cruzam o estado de Minas Gerais, como a Estrada de Ferro Vitória-Minas, operada pela CVRD, e as antigas Estrada de Ferro Central do Brasil, Estrada de Ferro Leopoldina e a Ferrovia do Aço, atualmente administradas pelas concessionárias MRS Logística e Ferrovia Centro Atlântica.

Minas Gerais conta com 146 aeroportos, localizados em 142 municípios. O mais importante é o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, que serve à Região Metropolitana de Belo Horizonte e outras cidades próximas como Itabira e João Monlevade.

[editar] Cultura

Ouro Preto, foi a primeira cidade brasileira a ser declarada pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

A miscigenação ocorrida em Minas Gerais entre povos indígenas, africanos e o colonizador português deixou marcas características na cultura mineira, influenciando as artes, a culinária e o folclore.

[editar] O barroco e o rococó

Ver artigos principais: Barroco mineiro e Barroco no Brasil.
Glorificação da Virgem, de mestre Ataíde.

Um dos mais importantes acervos artísticos e arquitetônicos do Brasil colonial está abrigado nas cidades mineiras, destacando-se Ouro Preto, Mariana, Diamantina, Congonhas, Tiradentes, Sabará e São João del-Rei.

O arquiteto e escultor Antônio Francisco Lisboa, conhecido por Aleijadinho, é o nome mais importante do barroco mineiro, tanto por esculturas avulsas quanto por realizações de maior vulto, como os profetas em pedra sabão e os passos da Paixão em Congonhas e a concepção arquitetônica de igrejas como a de São Francisco de Assis em Ouro Preto. Suas obras estão presentes em diversas cidades da região do ouro.

Também no século XVIII, o pintor Manuel da Costa Ataíde destacou-se pela ornamentação em estilo rococó de forros das igrejas da região do ouro. Sua obra mais importante é a pintura em perspectiva Glorificação da Virgem, na igreja São Francisco de Assis em Ouro Preto.E também as artes são demais.

[editar] Museus

Minas Gerais é um dos estados com maior número de museus do país, dedicados não apenas à história mineira, mas também às artes e às ciências. Destacam-se[29]:

[editar] Literatura

A literatura floresce em Minas Gerais já na época do ouro, através principalmente de poetas árcades como Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e Cláudio Manoel da Costa.

Modernamente, Minas Gerais deu sua contribuição à literatura brasileira através de escritores famosos, dentre eles:

[editar] Música

Minas Gerais tem uma rica tradição musical. No século XVIII se destaca a obra barroca de Lobo de Mesquita. A partir do século XIX, as bandas de música se desenvolvem a ponto de serem hoje um dos marcos de identidade cultural do Estado. Na primeira metade do século XX se destacam o samba, o chorinho e as marchinhas com os compositores Ary Barroso, Ataulfo Alves e Rômulo Pais.

Nos anos 1970, surge em Belo Horizonte o movimento Clube da Esquina, cujas maiores influências eram a bossa nova, Beatles. Também nessa época, Clara Nunes firma-se como intérprete de grande sucesso principalmente de samba, Nelson Ned com sua potência vocal se torna o maior brasileiro vendedor de discos no mercado estadunidense.

Nos anos 1980, a banda de heavy metal Sepultura tornou-se a primeira banda brasileira a fazer sucesso no exterior, a banda de heavy metal Sarcófago foi uma das mais influentes bandas de Black Metal mundial, compositores como Celso Adolfo ocorre também uma revalorização da cultura dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri com Tadeu Franco Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeira e Rubinho do Vale. A banda instrumental Uakti liderada pelo intrumentista Marco Antônio Guimarães, inovam ao fabricar seus próprios instrumentos, encantam o mundo todo.

Nos anos 1990, surgiram diversas bandas de pop rock em Minas, como Skank, Jota Quest, Oddie, Pato Fu e Tianastácia. E também na MPB como Beto Guedes, Lô Borges, Fernando Brant, Wagner Tiso, Milton Nascimento. Mais recentemente merecem destaque o cantor e compositor Vander Lee, a cantora de MPB Ana Carolina, o violeiro Chico Lobo, Tambolelê e Maurício Tizumba, com uma mistura de congado e pop.

O estado também é conhecido por cativar públicos específicos e fiéis como o da música eletrônica e do Rock Progressivo. Esse último gênero ficou marcado pela criação de bandas que se tornaram expoentes nacionais na década de 1970 e 80, como o Sagrado Coração da Terra, de Marcus Viana, O Terço e 14 Bis de Flávio Venturini. Atualmente, bandas como Cartoon e Cálix continuam propagando o estilo com músicas e discos autorais para platéias de todo o país, e o Tuatha de Danann se destaca mundialmente no estilo Folk Metal. Na música eletrônica, destaque para o DJ Anderson Noise, que foi o precursor do estilo no estado. Em 2008, ele foi o único brasileiro a figurar na lista dos 100 melhores DJs do mundo, divulgado pela respeitada revista DJ MAG, ocupando o 26º lugar.

Há recentemente uma cena bastante obscura de novas bandas que mantêem a cena underground viva no estado, sendo bandas como Escarlatina Obssessiva, Posthuman Tantra, Lua Nigra, Papyri, Marmorium Crucis entre outras, cujos temas versam sobre o oculto, o surreal, o taciturno.

[editar] Artes cênicas

Desde o final dos anos 1970 até os dias atuais, Minas Gerais passou a se destacar na cultura nacional através da formação de diferentes grupos teatrais, de dança e de teatro de bonecos. No cenário da dança, ganharam grande projeção o Grupo Corpo, que todos os anos excurssiona a sua temporada por diferentes países, a Cia de Dança do Palácio das Artes e o 1º Ato, além de ser berço de importantes grupo de danças árabes, nas cidades de Belo Horizonte e Uberaba, ambos com projeção nacional. Grupos de teatro como o Grupo Galpão e o Espanca! também são referências do teatro nacional, além do Grupo Giramundo e Armatrux, estes atuam no teatro de bonecos.

Regularmente, acontece em Belo Horizonte grandes eventos que têm o objetivo de difundir as artes-cênicas produzidas no estado, bem como trazer grandes atrações para apresentações nos palcos locais. Dessa forma destacam-se a "Campanha de Popularização do Teatro e da Dança", o "Festiva Mundial de Circo", "FID - Fórum Internacional da Dança", "FIT - Festival Internacional de Teatro", "FAN - Festival de Arte Negra" e o "Verão Arte-Contemporânea".

[editar] Cinema

Os nomes de Humberto Mauro e João Carriço se destacam na história do cinema mineiro, sendo pioneiros do cinema nacional. Humberto Mauro inicia suas primeiras filmagens em 1925, fundando a Phebo Sul América. Após suas primeiras filmagens em Cataguases, vai em 1929 trabalhar no Rio de Janeiro. Seu contemporâneo João Carriço, com o lema "Cinema para o povo", lançou a Carriço Filmes, em Juiz de Fora, produzindo cinejornais e documentários no início do século XX. Fundou em 1927 o Cine Teatro Popular, com 500 lugares, com exibições a preços populares.[30]

No período do Cinema Novo e do Cinema Marginal, desponta o nome de Carlos Alberto Prates Correia, um dos principais realizadores da história do estado, autor de filmes evocadores da paisagem, da cultura e do povo mineiro, como os inventivos Perdida, Cabaret Mineiro, Noites do Sertão e Minas Texas. Recentemente, dirigiu Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais, um balanço da trajetória do cinema mineiro, de Humberto Mauro ao período da ditadura militar.

Sem ainda deixar de citar Grande Otelo, no cinema contemporâneo se destacam os cineastas Cao Guimarães produtor de curtas premiados no mundo inteiro e Helvécio Ratton, diretor de entre outros filmes Menino Maluquinho, Uma Onda no Ar, Batismo de Sangue e Pequenas Histórias; E o premiado ator Selton Mello após atuar em filmes como: Lavoura Arcaica, O Que É Isso, Companheiro?, Guerra de Canudos, O Auto da Compadecida, O Cheiro do Ralo, Meu Nome Não é Johnny e, Os Desafinados; Em 2008, estreou como diretor com o filme Feliz Natal.

[editar] Folclore

A religiosidade tem influência marcante nas principais manifestações culturais do povo mineiro, principalmente nas festas folclóricas. Além das tradicionais festas juninas e da folia de reis, destacam-se a Festa do Divino, o congado e a cavalhada.

[editar] Artesanato

O artesanato está presente em diversas regiões de Minas Gerais, com produção baseada em pedra-sabão, cerâmica, madeira e fibras vegetais. De Diamantina são famosos os tapetes arraiolos, de Tiradentes destacam-se os objetos em prata, e da região do Vale do Jequitinhonha as peças em madeira e principalmente cerâmica.

[editar] Culinária

Na cozinha mineira a carne de porco é muito presente, sendo famosos o tutu com lombo de porco, a costelinha de porco e o leitão a pururuca. Também são apreciados a vaca atolada, o feijão tropeiro com torresmo, lingüiça e couve, o frango ao molho pardo com angu de fubá e o frango com quiabo ensopado e arroz com pequi. São famosos os doces mineiros, especialmente o doce de leite, como o produzido em Viçosa, a goiabada, a ambrosia. O pão-de-queijo é uma das principais referências da cozinha mineira.[31]

Complexo Parque do Sabiá, com a Arena Tancredo Neves abaixo e acima o Estádio João Havelange, durante jogo do Campeonato Brasileiro de Futebol, dia 24 de outubro de 2010, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 22 de julho 2010.
  2. Estimativas do IBGE para 1º de julho de 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009).
  3. Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007).
  4. Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 22 de outubro de 2009.
  5. Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
  6. a b c Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  7. Comunidades quilombolas, herança de um povo - IEPHA, 28 de Dezembro de 2009 (visitado em 4-3-2010)
  8. História de Oliveira,Edição Centenário, 1961, p. 37 - sem citar qualquer fonte. A evidência é a de que sua fonte tenha sido a fantasiosa Carta da Câmara de Tamanduá à Rainha, 1793, publicada pela Revista do APM, ano II, 1897. Vide ainda Quilombo do Campo Grande - História de Minas que se Devolve ao Povo, p. 355-363.
  9. Antonio de Paiva Moura. A metamorfose de Minas. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  10. Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO
  11. [1]
  12. TRE-MG. Eleitorado de Minas Gerais em 2007. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  13. Secretaria Municipal de Educação(Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro). A Sociedade das Gerais no Século XVIII. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  14. Negros são maioria entre os mineiros, aponta Censo 2010
  15. Eduardo Pires de Oliveira. Entre Douro e Minho e Minas Gerais no Século XVII. Relações Artísticas. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  16. Iraci Del Nero da Costa. Algumas Características do Contingente de Cativos em Minas Gerais. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  17. Teodoro Magni. A Imigração Estrangeira em Minas Gerais. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  18. Cristina de Amorim na Folha de São Paulo. Vila mineira pode guardar genes de índios botocudos. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  19. http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cp057440.pdf
  20. Resultados do Censo 2010 em 29 de novembro de 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 5 dezembro de 2010.
  21. Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão do Estado de Minas Gerais. Micro e Macro Regiões de Minas Gerais. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  22. a b c FJP. Produto Interno Bruto de Minas Gerais. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  23. http://www.indi.mg.gov.br/home/index.php
  24. [2]
  25. [3]
  26. [4]
  27. IBGE 2005
  28. DER-MG. Site do DER-MG. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  29. [5]
  30. Prefeitura de Juiz de Fora. Livro sobre João Carriço retrata a trajetória de um dos pioneiros do cinema em Minas Gerais. Página visitada em 19 de outubro de 2007.
  31. Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. Cozinha Mineira. Página visitada em 19 de outubro de 2007.

[editar] Ligações externas


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