quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Jackson do Pandeiro

Jack Soul Brasileiro

Lenine

Jack Soul Brasileiro
E que som do pandeiro
É certeiro e tem direção
Já que subi nesse ringue
E o país do swing
É o país da contradição...

Eu canto pro rei da levada
Na lei da embolada
Na língua da percussão
A dança mugango dengo
A ginga do mamolengo
Charme dessa nação...

Quem foi?
Que fez o samba embolar?
Quem foi?
Que fez o coco sambar?
Quem foi?
Que fez a ema gemer na boa?
Quem foi?
Que fez do coco um cocar?
Quem foi?
Que deixou um oco no lugar?
Quem foi?
Que fez do sapo
Cantor de lagoa?...

E diz aí Tião!
Diga Tião! Oi!
Foste? Fui!
Compraste? Comprei!
Pagaste? Paguei!
Me diz quanto foi?
Foi 500 reais
Me diz quanto foi?

Diga Tião!
Oi!
Foste? Fui!
Compraste? Comprei!
Pagaste? Paguei!
Me diz quanto foi?
Foi 500 reais
Me diz quanto foi?

Jack Soul Brasileiro
Do tempero, do batuque
Do truque, do picadeiro
E do pandeiro, e do repique
Do pique do funk rock
Do toque da platinela
Do samba na passarela
Dessa alma brasileira
Despencando da ladeira
Na zueira da banguela
Alma brasileira
Despencando da ladeira
Na zueira da banguela(2x)

Diz ai quem foi......

Quem foi?
Que fez o samba embolar?
Quem foi?
Que fez o coco sambar?
Quem foi?
Que fez a ema gemer na boa?
Quem foi?
Que fez do coco um cocar?
Quem foi?
Que deixou um oco no lugar?
Quem foi?
Que fez do sapo
Cantor de lagoa?...

Me diz aí Tião!
Diga Tião! Oi!
Fosse? Fui!
Comprasse? Comprei!
Pagasse? Paguei!
Me diz quanto foi?
Foi 500 reais...

Eu só ponho BEBOP no meu samba
Quando o tio Sam
Pegar no tamborim
Quando ele pegar
No pandeiro e no zabumba
Quando ele entender
Que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar
Miami com Copacabana
Chiclete eu misturo com banana
E o meu samba, e o meu samba
Vai ficar assim...

Ah! ema geme...(5x)
Aaaaah ema gemeu!

Eu digo deixa!
Que digo!
Que pensem!
Que fale!
Deixa isso pra la
Vem pra ca
O que que tem
Eu não to fazendo nada
Você também
Não faz mal bater um papo assim gostoso com alguém(2x)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Jackson do Pandeiro
Jackson-do-Pandeiro-Estátua-de-bronze.jpg
Estátua de Jackson do Pandeiro

em Campina Grande

Informação geral
Nome completo José Gomes Filho
Apelido O Rei do Ritmo
Nascimento 31 de agosto de 1919
Origem Alagoa Grande, PB
País Brasil
Data de morte 10 de julho de 1982 (62 anos), Brasília, DF
Gêneros Baião, Coco, Forró, Samba
Instrumentos pandeiro, violão, bateria
Período em atividade 1936-1982
Gravadora(s) Copacabana
Columbia
Phillips
Alvorada
Polygram
Afiliações Rosil Cavalcanti

Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Gomes Filho (Alagoa Grande, 31 de agosto de 1919Brasília, 10 de julho de 1982), foi um cantor e compositor de forró e samba, assim como de seus diversos subgêneros, a citar: baião, xote, xaxado, coco, arrasta-pé, quadrilha, marcha, frevo, dentre outros. Também conhecido como O Rei do Ritmo.[1]

Índice

[esconder]

[editar] Biografia

Paraibano de Alagoa Grande, Jackson nasceu em 31 de agosto de 1919, com o nome de José Gomes Filho. Ele era filho de uma catadora de coco, Flora Mourão, que lhe deu o seu primeiro instrumento: o pandeiro.

Seu nome artístico nasceu de um apelido que ele mesmo se dava: Jack, inspirado em um mocinho de filmes de faroeste, Jack Perry.[2] A transformação para Jackson foi uma sugestão de um diretor de programa de rádio. Dizia que ficaria mais sonoro e causaria mais efeito quando fosse ser anunciado.

Somente em 1953, já com trinta e cinco anos, Jackson gravou o seu primeiro grande sucesso: "Sebastiana", de Rosil Cavalcanti. Logo depois, emplacou outro grande hit: "Forró em Limoeiro", rojão composto por Edgar Ferreira.

Foi na rádio pernambucana que ele conheceu Almira Castilho de Albuquerque[1], com quem se casou em 1956, vivendo com ela até 1967. Depois de doze anos de convivência, Jackson e Almira se separaram e ele se casou com a baiana Neuza Flores dos Anjos, de quem também se separou pouco antes de falecer.

No Rio de Janeiro, já trabalhando na Rádio Nacional, Jackson alcançou grande sucesso com "O Canto da Ema", "Chiclete com Banana" e "Um a Um". Os críticos ficavam abismados com a facilidade de Jackson em cantar os mais diversos gêneros musicais: baião, coco, samba-coco, rojão, além de marchinhas de carnaval.

O fato de ter tocado tanto tempo nos cabarés aprimorou sua capacidade jazzística. Também é famosa a sua maneira de dividir a música, e diz-se que o próprio João Gilberto aprendeu a dividir com ele. [3] Muitos o consideram o maior ritmista da história da Música Popular Brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Sua discografia compreende mais de 30 álbuns lançados no formato LP. Desde sua primeira gravação, "Forró em Limoeiro", em 1953, até o último álbum, "Isso é que é Forró!", de 1981, foram 29 anos de carreira artística, tendo passado por inúmeras gravadoras.

[editar] Morte

Durante excursão empreendida pelo país, Jackson do Pandeiro que era diabético desde os anos 60, morreu aos 62 anos, no dia 10 de julho de 1982, na cidade de Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral. Ele tinha participado de um show na cidade uma semana antes e no dia seguinte passou mal no aeroporto antes de embarcar para o Rio de Janeiro. Ele ficou internado na Casa de Saúde Santa Lúcia. Foi enterrado em 11 de julho de 1982 no Cemitério do Cajú na cidade do Rio de Janeiro com a presença de músicos e compositores populares, sem a presença de nenhum medalhão da MPB.

Cquote1.svg Costumo sempre dizer que o Gonzagão é o Pelé da música e o Jackson, o Garrincha. Cquote2.svg

[editar] Sucessos

  • A mulher do Aníbal, Genival Macedo e Nestor de Paula (1954)
  • Cabo Tenório, Rosil Cavalcanti (1954)
  • Cantiga do sapo, Buco do Pandeiro e Jackson do Pandeiro (1959)
  • Casaca-de-couro, Ruy de Moraes e Silva (1959)
  • Chiclete com Banana, Almira Castilho e Gordurinha (1959)
  • Chuchu beleza, João Silva e Raymundo Evangelista (1973)
  • Coco do Norte, Rosil Cavalcanti (1955)
  • Como tem Zé na Paraíba, Catulo de Paula e Manezinho Araújo (1962)
  • Cremilda, Edgar Ferreira (1955)
  • Cumpadre João, Jackson do Pandeiro e Rosil Cavalcanti (1958)
  • Dezessete na corrente, Edgar Ferreira e Manoel Firmino Alves (1958)
  • Ele disse, Edgar Ferreira (1956)
  • Falso toureiro, José Gomes e Heleno Clemente (1956)
  • Forró de Surubim, Antônio Barros e José Batista (1959)
  • Forró em Caruaru, Zé Dantas (1955)
  • Forró em Limoeiro, Edgar Ferreira (1953)
  • Lágrima, Jackson do Pandeiro, José Garcia e Sebastião Nunes (1959)
  • Rosa, Ruy de Moraes e Silva (1956)
  • Sebastiana, Rosil Cavalcanti (1953)
  • Sina de cigarra, Delmiro Ramos e Jackson do Pandeiro (1972)
  • Um a um, Edgar Ferreira (1954)
  • Velho gagá, Almira Castilho e Paulo Gracindo (1961)
  • Vou gargalhar, Edgar Ferreira (1954)
  • Xote de Copacabana, Jackson do Pandeiro (1954)

[editar] Discografia

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Referências

  1. a b , Fernando Moura,Antônio Vicente Editora 34, Jackson do Pandeiro: o rei do ritmo, 2001. ISBN 8573262214, 9788573262216
  2. , Charles A. Perrone,Christopher Dunn Routledge, Brazilian popular music & globalization, 2002. ISBN 0415936950, 9780415936958
  3. , José Avelar Freire A União, Alagoa Grande: Sua História de 1625 a 2000, Volume 1, 48, 2002
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