segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Festival Folclórico de Parintins - AMAZONAS

FAFÁ DE BELÉM (DO PARÁ) FAZ HOMENAGEM AO AMAZONAS





Tic, tic, tac

Carrapicho

Bate forte o tambor galera!

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac. (2x)

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar. (2x)

As barrancas de terras caídas faz barrento nosso rio mar. (2x)

Amazonas rio da minha vida imagem tão linda que meu Deus criou.

Fez o céu a mata e a terra uniu os caboclos construiu o amor. (2x)

Bate forte o tambor ...


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Imagem da apresentação.

O Festival Folclórico de Parintins é uma festa popular realizada anualmente no último fim de semana de junho na cidade de Parintins, Amazonas.

O festival é uma apresentação a céu aberto, onde competem duas associações, o Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi Caprichoso, de cor azul. A apresentação ocorre no Bumbódromo (Centro Cultural e Esportivo Amazonino Mendes), um tipo de estádio com o formato de uma cabeça de boi estilizada, com capacidade para 35 mil espectadores. Durante as três noites de apresentação, os dois bois exploram as temáticas regionais como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos através de alegorias e encenações. O Festival de Parintins se tornou um dos maiores divulgadores da cultura local

O festival é realizado desde 1965 e já teve vários locais de disputa como a quadra da catedral de Nossa Senhora do Carmo, a quadra da extinta CCE e o estádio Tupy Cantanhede. Até que em 1987, o governador Amazonino foi assistir o festival, no mesmo local onde é o Bumbódromo, mas era um tablado. Ele gostou tanto da festa que prometeu construir um local do tamanho que o festival merecia e, no ano seguinte, em 1988, inaugurava o Bumbódromo[1].

Até 2005 era realizado sempre nos dias 28, 29 e 30 de junho. Uma lei municipal mudou a data para o último fim de semana desse mesmo mês.

Índice

[esconder]

[editar] O primeiro festival

Em 1965 aconteceu o primeiro Festival Folclórico de Parintins, criado por Raimundo Muniz [carece de fontes], mas não houve participação dos bumbás. A primeira disputa veio no segundo Festival.

[editar] Componentes do festival

  • Música

A música, que acompanha durante todo o tempo, é a toada, acompanhada por um grupo de mais de 400 ritmistas.

Os dois Bois dançam e cantam por um período de três horas, com ordem de entrada na arena alternada em cada dia. As letras das canções resgatam o passado de mitos e lendas da floresta amazônica. Muitas das toadas incluem também sons da floresta e canto de pássaros.

  • Ritual

O ritual dos Bumbás mostra a lenda de Pai Francisco e Mãe Catirina que conseguem, com a ajuda do Pajé, fazer renascer o boi do patrão. Conta a lenda que Mãe Catirina, grávida, deseja comer a língua do boi mais bonito da fazenda. Para satisfazer o desejo da mulher, Pai Francisco manda matar o boi de estimação do patrão.

Pai Francisco é descoberto, tenta fugir, mas é preso. Para salvar o boi, um padre e um médico são chamados (o pajé, na tradição indígena) e o boi ressuscita. Pai Francisco e Mãe Catirina são perdoados e há uma grande comemoração.

[editar] Personagens da festa

Ficheiro:Caprichoso.jpg
Boi Caprichoso, o boi azul de Parintins.
Ficheiro:PaulinhoFaria3.JPG
Paulinho Faria apresentou o Garantido por 26 anos.
  • Apresentador

A ópera do Boi tem um apresentador oficial, que comanda todo o espetáculo. O levantador de toadas faz a trilha sonora e dá um show de interpretação, transmitindo empolgação à sua galera (Festival (torcida).

  • Levantador de toadas

Todas as músicas que fazem a trilha sonora das apresentações são interpretadas pelo levantador de toadas. Trata-se de uma figura importante, já que a técnica, a força e a beleza de sua interpretação não só valem pontos como ajudam a trazer à tona a emoção dos brincantes. David Assayag e o mais reconhecido levantador do festival.

  • Amo do Boi

O Amo do Boi, com seu jeito caboclo, exalta a originalidade e a tradição do nosso folclore, fazendo soar o berrante e tirando o verso em grande estilo. É a chamada do Boi, que vem para bailar.

  • Sinhazinha da Fazenda

É a filha do dono da fazenda, que se apresenta na arena dando sal pro boi.

  • Figuras Típicas Regionais e Lendas Amazônicas

Fazem aflorar os sentimentos de amor e paixão. Alegorias gigantes se movimentam. Coreografias e fantasias originais, com luz teatral e fogos, dão um brilho especial ao espetáculo.

  • Porta Estandarte, Rainha do Folclore e Cunhã-Poranga

Dão um banho de charme, beleza e simpatia. E na sequência, o grande mito feminino do nosso folclore: Cunhã Poranga! A moça mais bela da tribo dá um show de magia, irradiando toda a sua beleza nativa, de olhar selvagem, com seu lindo corpo emoldurado de penas. Aparece aqui o elemento indígena, incorporado à festa do Boi no folclore amazônico.

  • Tribos

Dezenas de Tribos Masculinas e Femininas, com suas cores vibrantes, compõem um cenário tribal delirante, de coreografias deslumbrantes. Os Tuxauas Luxo e Originalidade são um primor de beleza.

  • Ritual

No apogeu da apresentação, acontece o Ritual, uma dramatização teatral comovente, culminando sempre com a mágica e misteriosa intervenção do Pajé, o poderoso curandeiro e temido feiticeiro, que faz a dança da pajelança. É a grande apoteose da noite.

  • Galera

A galera (torcida) dá um show à parte. Enquanto um Boi se apresenta, sua galera participa com todo entusiasmo. Seu desempenho também é julgado. Do outro lado, a galera do contrário (adversário) não se manifesta, ficando no mais absoluto silêncio, num exemplo de cordialidade, respeito e civilidade.

  • Jurados

Os jurados são sorteados na véspera do Festival e todos vêm de outros estados. Pela proximidade, pessoas do norte são vetadas. O requisito é ser estudioso da arte, da cultura e do folclore brasileiro. Mais de 20 itens são julgados, à luz de um regulamento simples, claro e preciso.

Quem visita Parintins, fica encantado com a arte indígena, uma das temáticas da festa e com a culinária do local. O grande atrativo, porém, é o Festival Folclórico. É nessa época do ano que a população da cidade praticamente dobra.

[editar] Curiosidades

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  • A primeira edição do Festival Folclórico a ser transmitido ao vivo foi em 1994, pela Rede Amazônica de Televisão afiliada da Rede Globo. Este contrato vigorou até 1999, no ano seguinte a transmissão passou a TV A Crítica que ficou responsável pela mesma até 2007.
  • Desde a edição de 2008, a Rede Bandeirantes transmite para todo o Brasil os três dias do evento em alta definição, um fato interessante é que durante a transmissão, o símbolo da emissora fica com a cor do boi que está se apresentando, azul na hora do Caprichoso e vermelho na hora do Garantido.
  • Um torcedor jamais fala o nome do outro Boi, e usa apenas a palavra "contrário" quando quer se referir ao opositor. São proibidas vaias, palmas, gritos ou qualquer outra demonstração de expressão quando o "contrário" se apresenta.

Referências

[editar] Ver também

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