terça-feira, 4 de outubro de 2011

A CHEGADA, A EXPLORAÇÃO E AS INFLUÊNCIAS DOS NEGROS AFRICANOS NO BRASIL I




Olodumaré
Antonio Nóbrega
Composição: Antonio Nóbrega e Wilson Freire

Vou me embora dessa terra...
- olodumaré...
Para outra terra eu vou...
- olodumaré...
Sei que aqui eu sou querido...
- olodumaré...
Mas não sei se lá eu sou...
- olodumaré...
O que eu tenho pra levar...
- olodumaré...
É a saudade desse chão...
- olodumaré...
Minha força, meu batuque...
- olodumaré...
Heranças da minha nação...
Ainda me lembro
Do terror, da agonia,
Como um louco eu corria
Para poder escapar.
E num porão
De um navio, dia e noite,
Fome e sede e o açoite
Conheci, posso contar.
Que o destino
Quase sempre foi a morte,
Muitos só tiveram a sorte
De a mortalha ser o mar.
Na nova terra
Novos povos, novas línguas,
Pelourinho, dor, à mingua,
Nunca mais pude voltar.
E mesmo escravo
Nas caldeiras das usinas,
Nas senzalas e nas minas
Nova raça fiz brotar.
Hoje essa terra
Tem meu cheiro, minha dor,
O meu sangue, meu tambor,
Minha saga pra lembrar.

AS PRIMEIRAS LÍNGUAS AFRICANAS FALADAS NO BRASIL


No século XVI(16), o comércio de açúcar havia se tornado um negócio muito lucrativo na Europa, e os colonizadores portugueses resolveram introduzi-lo no Brasil.


Depois de muitas tentativas fracassadas de utilizar indígenas como escravos no trabalho das plantações de cana-de-açúcar, os senhores de engenho preferiram importar negros escravizados da áfrica.


Os primeiros grupos trazidos em escravidão para cá eram compostos, na maioria, de povos que falavam línguas da família BANTO, principalmente o QUICONGO, o QUIBUNDO e o UMBUNDO. Essas línguas viriam a marcar profundamente o português do Brasil. Nós nem nos damos conta, mas em nossas conversas do dia-a-dia, utilizamos inúmeras palavras do BANTO.


A partir do fim do século XVII (17) e ao longo do século XVIII(18), foram descobertas ricas jazidas de ouro e de diamantes em Minas Gerais, na Bahia, em Goiás e Mato Grosso.
Para os serviços de mineração, os donos dos garimpos importaram grandes quantidades de MINAS-JEJES como escravos, falantes de línguas EVÉ-FON. Acreditava-se que, por serem trazidos de uma região aurífera da África, a antiga Costa da Mina, essa seria uma mão-de-obra especializada.


A concentração de africanos de uma mesma procedência nas cidades mineradoras, sobtretudo na região de Minas Gerais, facilitou o desenvolvimento de uma língua franca chamada de “DIALETO DAS MINAS”.


POVOS DA FAMÍLIA NÍGER-CONGO TRAZIDOS PARA O BRASIL.


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