quarta-feira, 19 de outubro de 2011

BAIÃO DE VIRAMUNDO - Anvil FX & Lex Lilith - LG - Tu'Alma Sertaneja



LUIZ GONZAGA

NÃO IMITA
NÃO REPETE
NÃO PISA RASTRO DE NOME ACLAMADO
É ELE MESMO
SOZINHO
INTEIRO
SOLITÁRIO
POVOANDO OS ARRANHA-CÉUS COM AS FIGURAS IMORTAIS DO NORDESTE
ARDENTE E SEDUTOR
FAZENDO FLORIR CARDEIROS E MANDACARUS
LEVANTANDO O MORMAÇO DOS TABULEIROS
ATRAVÉS DAS CIDADES TUMULTUOSAS ONDE PERMANECE
UM SERTÃO SEM RODOVIAS
LUZ ELÉTRICA
GASOLINA
UM AMBIENTE PODEROSO E SIMPLES
BRAVIO E NATURAL
VAQUEIROS
CANTADORES
ROMEIROS DE SÃO FRANCISCO DE CANINDÉ
JUAZEIRO
SANTA RITA DOS IMPOSSÍVEIS

A POEIRA HERÓICA DAS FEIRAS E DAS VAQUEJADAS
VIOLA NO ROJÃO DE DOIS POR QUATRO
SANFONAS DE OITO BAIXOS
A POBREZA MILIONÁRIA NA EMOÇÃO RADIANTE
A INEXPLICÁVEL ALEGRIA DAS COISAS SUFICIENTES
A PAISAGEM PERNAMBUCANA
ÁGUAS
MATOS
CAMINHOS
SILÊNCIO
GENTE VIVA E MORTA

TEMPOS IDOS DAS POVOAÇÕES SENTIMENTAIS VOLTAM A VIVER
CANTAR
E SOFRER
QUANDO ELE PÕE OS DEDOS NO TECLADO DA SANFONA DE FEITIÇO
E DE RECORDAÇÃO

LUIZ GONZAGA
ELE É A FONTE
CABECEIRA E NASCENTE DE SUAS CRIAÇÕES
O SERTÃO É ELE
COMO A BRETANHA ESTÁ NO BRETÃO
E A PROVENÇA EM MISTRAL
A TERRA MUDA A FISIONOMIA PELAS MÃOS DE FERRO DO PROGRESSO
CNICAS
MÁQUINAS
COMBUSTÍVEIS
SONHOS NOVOS
MAS PELO LADO DE DENTRO
O HOMEM NÃO MUDA

LUIZ GONZAGA
TUA ALMA SERTANEJA


Vários - Baião De Viramundo - Um Tributo A Luiz Gonzaga [1999]
Enviado por Gallo, qua, 03/12/2008 - 16:41
Ano:
1999
Gravadora:
Cadeeiro Records
Audio BitRate:
128 KB/s

Clássica como o mestre, essa coletânea também veio para ficar.
Melhor homenagem ao velho Lua não poderia ter: um grupo de artistas da terra, na sua maioria jovens, e um pequeno magote de convidados de outras paragens reconstruindo com amor clássicos inesquecíveis e faixas menos conhecidas – mas não menos saborosas – do seu repertório. Foi assim, do desejo de reverenciar corretamente o grande mestre, que surgiu a coletânea Baião de Viramundo, o primeiro lançamento do Candeeiro Records.
Para os desavisados, a tarefa de mexer com as notas traçadas pela sanfona mais influente da nossa música pode ter parecido quase um sacrilégio. Mas os que já conheciam a riqueza da “cena do Recife” não duvidaram um tantinho do sucesso da empreitada. Dito e feito: Nação Zumbi, Mundo Livre, Eddie, Mestre Ambrósio, Cascabulho e muitos outros souberam aliar reverência e liberdade na medida certa. Uns optaram por recriações quase literais do material original. Outros seguiram caminho diverso, tomando atalhos que levaram ao Drum and Bass, ao Hip Hop e a outras invenções dos últimos anos. Num caso ou noutro, quem guiou os passos foi sempre a paixão pela batida certeira e a poesia do rei do Baião. Tanto afeto só podia gerar coisa boa!
Ao chegar às lojas, no final em dezembro de 1999, em parceria com o selo paulista Y Brazil?, Baião de Viramundo foi considerado de imediato um dos melhores discos da safra recente da música brasileira. “Quando o Recife vai parar de nos surpreender?”, é o que perguntavam público e crítica espalhados por todo o território nacional e o exterior (o disco foi licenciado lá fora pelo selo inglês Stern). Até o New York Times, lá em cima na América, mostrou-se encantado, colocando-o como o “melhor da semana” no segmento de música independente, segundo avaliação do renomado crítico Ben Hatliff.

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